Boris Vergara/Efe
Boris Vergara/Efe

Sessão da Assembleia venezuelana termina em pancadaria

Discórdia sobre eleição de Nicolás Maduro acaba em socos e pontapés entre chavistas e opositores

Agência Estado

30 de abril de 2013 | 23h41

CARACAS - Os desentendimentos entre a oposição e o governo na Venezuela acabaram em pancadaria durante sessão da Assembleia Nacional, na terça-feira. Pelo menos 17 deputados da oposição e 5 governistas ficaram feridos após trocarem tapas e chutes. A confusão começou depois que os partidários do governo, que são maioria na Assembleia de 165 deputados, negaram - pela segunda sessão ordinária consecutiva - que a oposição tivesse direito à palavra. Chavistas querem manter opositores em silêncio até o reconhecimento dos resultados eleitorais.

O presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, disse que suspenderia o direito de a oposição se manifestar até que ela reconheça o herdeiro político de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, como presidente em exercício da Venezuela.

Nas eleições de 14 de abril, Maduro venceu por uma apertada margem o candidato de oposição, Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda. Contudo, a oposição não reconhece a vitória e pediu logo em seguida recontagem de votos, que foi negada. Nesta semana, Capriles anunciou que pedirá a impugnação das eleições por acreditar ter vencido as eleições. Ele diz que Maduro é um líder "ilegítimo".

Em entrevista concedida à AP por telefone, o deputado da oposição Ismael García relatou o confronto. "Sem mediar palavras, feito covardes vieram pelas costas, eram várias pessoas, nos bateram brutalmente, inclusive nas deputadas María Corina Machado e Nora Bracho. Atacaram o deputado Julio Borges, que ficou ferido no rosto", disse.

Borges apareceu pouco depois na televisão privada Globovisión com o rosto ensanguentado e inchado. Os parlamentares governistas também apareceram na TV acusando membros da oposição de atacá-los. / AP

Assista ao vídeo do El Universal que mostra a briga durante a Assembleia:

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