Setor agrícola rechaça possível estatização do mercado de grãos

As principais entidades agrícolas da Argentina rechaçaram neste sábado a possível estatização do comércio de grãos. O governo avalia mecanismos para intervir em um setor com o qual mantém um duro conflito desde o ano passado. A Argentina, um dos maiores produtores de alimentos, estuda criar mecanismos para intervir no mercado de grãos e gado, afirmaram fontes do governo na sexta-feira. As versões mais radicais mencionam a possível estatização das operações de comércio exterior. Sob o título "Argentina em retrocesso", as principais entidades agropecuárias e as bolsas de comércio cerealistas publicaram neste sábado uma anúncio nos principais jornais do país opondo resistência às possíveis medidas. "A estatização do comércio de grãos levará a sociedade argentina a outro conflito, desnecessário e de consequências imprevisíveis", afirmaram as quase 30 entidades que assinam o texto, entre elas as quatro que lideraram no ano passado um conflito que debilitou politicamente o governo da presidente Cristina Fernández Kirchner. A mídia local afirmou que Cristina poderia anunciar as medidas no domingo, durante seu discurso na abertura das sessões do Congresso. Um integrante do Ministério da Produção disse à Reuters que o governo quer "uma intervenção do Estado no mercado de cereais e carnes". (Reportagem de Lucas Bergman)

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