Show inicia homenagens a Che Guevara em Santa Clara

É o início do chamado "Ano Guevariano", que vai durar até outubro de 2008

Efe,

08 de outubro de 2007 | 01h40

Um show liderado pelo trovador cubano Silvio Rodríguez abriu no domingo, 7, em Santa Clara o programa oficial de homenagens ao guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, morto pelo Exército boliviano no dia 9 de outubro de 1967. Veja também:  Novas biografias expõem 'lado negro' de Che Guevara Ex-agente da CIA relata momentos finais de Che Che estaria feliz na América Latina de hoje, diz general  Todos os dias me sinto orgulhosa de ser sua filha', diz Aleida Guevara  Foto icônica de Che é usada para vender sorvete e cigarro   A apresentação, organizada na Universidade de Santa Clara, comando de Che durante a última etapa da ofensiva revolucionária, contou com a presença de Aleida e Ernesto Alejandro Guevara, dois dos cinco filhos do guerrilheiro. Também estiveram presentes os ministros cubanos de Cultura, Abel Prieto, e Comunicações, Ramiro Valdés. O programa da noite deste domingo inclui apresentações dos trovadores cubanos Vicente Feliú e Pepe Ordaz, do chileno Pancho Villa, do duo boliviano Negro y Blanco e do argentino Gabriel Sequeiro, entre outros. A apresentação marca o início do chamado "Ano Guevariano", que vai durar até outubro de 2008 para comemorar 80º aniversário de nascimento do revolucionário. Na segunda-feira, a Praça da Revolução de Santa Clara (cerca de 300 quilômetros ao leste de Havana) será palco de um grande ato em homenagem aos 40 anos da morte de Che em combate. Ernesto Guevara de la Serna, nascido na cidade argentina de Rosário, em 1928, transformou-se em ícone da revolução após ser morto pelo Exército boliviano em La Higuera, em 1967, quando tentava impulsionar a "revolução continental". Che conheceu o líder cubano, Fidel Castro, no México, em 1956, e uniu-se à expedição armada que se alçou nas montanhas de Serra Maestra para derrubar o ditador Fulgencio Batista. Nos primeiros anos da revolução, Che, que recebeu a nacionalidade cubana pelos serviços prestados à revolução, foi nomeado presidente do Banco Nacional e mais tarde ministro da Indústria. Mas sua de idéia impulsionar a revolução na América Latina o levou à Bolívia em 1966, onde foi capturado pelo Exército no dia 8 de outubro de 1967, sendo assassinado no dia seguinte. Seus restos foram enterrados em uma fossa na localidade boliviana de Vallegrande, resgatados em 1997 e devolvidos a Cuba. Desde então, repousam no Mausoléu de Santa Clara, guardados por uma estátua de Che sobre um pedestal de 16 metros.

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