Sigilo marca o início da cúpula da Petrocaribe

Chávez desembarcou na madrugada de quarta-feira em Cuba, mas a imprensa oficial só confirmou horas depois

EFE

21 de dezembro de 2007 | 05h36

O sigilo que cerca a visita a Cuba do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a reunião preparatória dos ministros dos países-membros marcaram o ambiente na cidade cubana de Cienfuegos na véspera da cúpula da Petrocaribe. Chávez desembarcou na madrugada de quarta-feira a Cuba. Mas a imprensa oficial cubana só confirmou sua chegada várias horas depois, e a única informação sobre sua agenda é que ele vai a Santiago de Cuba no sábado. Além de Chávez, até o momento chegaram a Cuba os presidentes do Haiti, René Préval, e da República Dominicana, Leonel Fernández. Mas não há informações sobre o momento da chegada do nicaragüense Daniel Ortega, cuja presença é esperada. Enquanto aterrissavam em Havana os chefes das delegações dos 16 países-membros do "esquema estratégico de segurança energética regional", os ministros se reuniam nesta quinta-feira, em Cienfuegos para acertar os detalhes da agenda da reunião. O ministro da Energia e Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez, informou após o encontro que os técnicos estudaram a forma de cumprir o objetivo de distribuir a cota total de 102 mil barris de petróleo e derivados que seu país oferece aos países-membros. Atualmente, a Venezuela fornece 53 mil barris diários aos países da Petrocaribe em condições preferenciais de financiamento e pagamento, sem contar os 92 mil oferecidos diariamente a Cuba num acordo bilateral. Para Ramírez, o órgão se "fortaleceu e institucionalizou" e "seus mecanismos estão funcionando". A prova disso, afirmou, é que outros países da região querem se unir ao projeto, como Honduras, que assim como a Guatemala participa da cúpula como convidada. Durante o encontro será inaugurada a refinaria de Cienfuegos, um projeto de mais de US$ 1,4 bilhão e que se tornou um símbolo da cooperação energética entre Venezuela e Cuba. O presidente de Cuba, Fidel Castro, não estará em Cienfuegos. Mas pode enviar uma mensagem aos 12 chefes de Estado e do Governo dos países-membros que confirmaram sua participação.

Tudo o que sabemos sobre:
PetrocaribeChavez

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.