Silêncio chileno sobre limites palestinos ajuda a paz, dizem EUA

O Chile colaborou com o processo de paz no Oriente Médio ao não mencionar os territórios que os palestinos disputam com Israel quando reconheceu oficialmente o Estado árabe, disse o principal diplomata dos Estados Unidos para a América Latina, Arturo Valenzuela.

REUTERS

12 de janeiro de 2011 | 21h23

A chancelaria chilena anunciou na sexta-feira seu reconhecimento oficial do Estado palestino como nação livre, em linha com outros países da América Latina que validaram os limites que essa nação mantinha antes da guerra de 1967.

"Essas negociações são tão complexas... o fato de não condicionar muito o que se diz ajuda de forma substancial esse processo", disse Valenzuela, secretário-adjunto do Departamento de Estado dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental, em encontro com jornalistas.

Valenzuela visitou o Chile, junto ao senador republicano John McCain, para se reunir com o presidente chileno, Sebastián Piñera, e autoridades locais.

O Brasil foi o primeiro de vários países da América Latina a reconhecer o Estado palestino, seguido por Argentina, Uruguai, Bolívia e Equador.

Essa decisão foi qualificada pelos Estados Unidos como prematura, enquanto que Israel considerou que tal reconhecimento prejudicava o processo de paz no Oriente Médio.

Em 1967, depois da Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou a região oriental de Jerusalém, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado independente, mas Israel considera a cidade como sua capital eterna e indivisível.

(Reportagem de Brad Haynes)

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