SIP denuncia políticas de censura influenciadas por Chávez

Órgão acusa Venezuela de liderar movimento de 'controle da informação' que se expandiu nas Américas

Reuters,

18 de setembro de 2009 | 15h36

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol), denunciou nesta sexta-feira, 18, em um fórum de emergências uma onda de ameaças e legislações contra a liberdade de expressão que se expande pela América, como acontece em Cuba e na Venezuela.

 

A SIP, que agrupa meios de todo o continente, se reuniu em Caracas, na Venezuela, enquanto o governo se mobilizava contra o encontro. A ministra de Informação de Hugo Chávez também defendia a necessidade dos meios alternativos romperem o "cerco midiático" capitalista.

 

"O presente é aterrador, mas o futuro parece que pode ser ainda pior, porque há tendências que podem se repetir de um país a outro", disse o vice-presidente do órgão, Gonzalo Marroquin, após enumerar os crescentes problemas no continente.

 

O empresário guatemalteco afirmou que em Cuba foi restringida a liberdade de imprensa por meio século, com jornalistas presos com penas severas, enquanto a Venezuela lidera um movimento contra a mídia seguido por líderes de seus aliados: Bolívia, Equador e Argentina.

 

"A Venezuela é o líder desse movimento e marcou a linha que outros seguiram com o mesmo objetivo: controlar a informação", advertiu Marroquin, alegando que paralelamente foram criadas cadeias de meios governamentais ou pró-governo para fazer propaganda e desinformar.

 

O vice-presidente da SIP também criticou a lei em tramitação no Congresso argentino que vai dissolver conglomerados de mídia e colocá-los à disposição de empresários amigos dos Kirchner, do fechamento de uma rádio crítica do governo no Peru e que juízes dos EUA exijam de jornalistas a revelação de suas fontes. Marroquin também ressaltou o dato de que 15 jornalistas foram assassinados no continente em 2009, sendo sete deles no México e os demais em Honduras, Guatemala, Colômbia, El

Salvador, Paraguai e Venezuela.

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