Situação da ordem pública na Venezuela é grave, diz Colômbia

Chanceler fez menção ao episódio no qual dez colombiano foram assassinados próximo ao território Venezuela

Efe,

04 Novembro 2009 | 14h27

O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, classificou nesta quarta-feira, 4, como grave a situação da ordem pública na Venezuela e criticou as autoridades venezuelanas por terem usado como justificativa para o assassinato de dez colombianos no país o fato de eles pertencerem a grupos paramilitares.

 

"Em relação aos casos de assassinatos de colombianos na Venezuela, qualquer hipótese é de extrema gravidade. Algumas vozes desse país tentam sugerir que, por se tratarem de supostos integrantes de grupos paramilitares, existiria algum tipo de justificativa para o ocorrido", disse o ministro das Bermúdez.

 

As relações entre ambos os países, tensas há quase dois anos, ganharam um novo episódio em 11 de outubro, quando 10 jovens colombianos que jogavam futebol na cidade venezuelana de Fernández Feo foram sequestrados e depois achados mortos com uma pessoa de outra nacionalidade.

 

"Frente ao assassinato de qualquer cidadão, a ação do Estado deve ser igualmente contundente. Sejam pessoas que tentam derrubá-lo (o Estado), terroristas, traficantes ou milicianos, a Justiça deve operar plenamente sem que haja espaços para prejulgamentos políticos", acrescentou Bermúdez.

 

O chanceler também ofereceu a cooperação das autoridades da Colômbia nas investigações que a Venezuela realiza para identificar os culpados pelo assassinato dos dez colombianos.

 

"A Colômbia, país que sofreu a violência derivada do terrorismo e do narcotráfico, repudia a morte de dois membros da Guarda Nacional da Venezuela e se solidariza com as famílias e pessoas próximas às vítimas", destacou o ministro.

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