Situação é crítica em povoados peruanos sem ajuda

Ministério Público do Peru identificou até o momento 486 mortos por causa do terremoto

EFE

18 de agosto de 2007 | 02h01

A situação de emergência ainda é crítica em vários povoados do interior do Peru que também foram afetados pelo terremoto que arrasou o país na quarta-feira, segundo depoimentos mostrados pela televisão local.   Veja também:  Câmeras flagram momento do abalo  Vítimas do terremoto são veladas nas ruas Helicóptero com ajuda humanitária cai e fere 7 Peru pede ajuda internacional Tremor de 5,5 graus gera alarme entre vítimas Exército peruano combate vandalismo ONU alerta para aumento do número de vítimas Os piores terremotos na América Latina  Galeria de fotos do desastre    Um repórter do "Canal N" chegou neste sábado a Guadalupe, na região de Ica. As imagens da TV mostraram casas destruídas, ruas com escombros e famílias inteiras que se queixam de não ter recebido ainda ajuda de emergência.   Dois dias depois do devastador terremoto, a ajuda humanitária se concentra na cidade litorânea de Pisco, a mais danificada, e nas vizinhas Ica e Chincha. Os danos nas estradas também dificultam o deslocamento dos caminhões que transportam água, alimentos, cobertores e barracas.   Uma mulher disse que muitas casas de Guadalupe estão "no chão". Ela pediu, entre lágrimas, que enviem água e alimentos para a região, onde as lojas foram saqueadas por vândalos.   A TV peruana também mostrou os efeitos na localidade de Lunahuaná, um dos destinos turísticos mais procurados pelos adeptos dos esportes de aventura. Além das casas destruídas, a cidade está sem energia elétrica e o encanamento principal de água se quebrou. Alguns habitantes permanecem em barracas nas ruas e se queixam da total ausência de assistência humanitária.   O terremoto afetou, além disso, povoados como Cora Cora, no departamento de Ayacucho, e as comunidades de Santa Bárbara, Ascensión, San Cristóbal, Santa Ana, Nuevo Occoro, Huando, Cochas, Sinto, Esmeralda e Suytupampa, no departamento de Huancavelica.   No povoado rural de Santa Cruz de Flores, em Cañete, a queda de casas obrigou os habitantes a improvisar barracas à espera da chegada da ajuda de emergência. Uma jornalista informou que na localidade de San Clemente, em Pisco, os caminhões que levam a ajuda de emergência estão sendo saqueados. Muitas pessoas pediram ao Governo a intervenção das forças armadas, para garantir a segurança.   O Exército peruano enviou 200 soldados para o sul do país para combater os atos de vandalismo na região que já enfrenta diversas dificuldades para se recuperar do forte terremoto que a atingiu na quarta-feira. Os hospitais da região estão lotados e os feridos mais graves são trazidos de helicóptero para a capital Lima.   A ministra de Comércio Exterior e Turismo, Mercedes Araoz, visitou neste sábado a cidade de Chincha. Ela pediu aos habitantes que tenham calma, e acrescentou que a ajuda chegará às zonas rurais no fim de semana.   O Ministério Público do Peru informou que identificou até o momento 486 mortos por causa do terremoto. Foram 335 em Pisco, 75 em Chincha, 65 em Ica, cinco em Cañete e seis em Callao.   Em menos de 48 horas o país sofreu pelo menos 370 réplicas do grande terremoto de quarta-feira,a mais recente na noite desta sexta-feira, segundo o Instituto Geofísico do Peru.

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