Situação tensa nas proximidades do colégio militar em Sucre

No local, a maioria governista da Assembléia Constituinte boliviana aprovou uma nova Carta Magna

EFE

25 de novembro de 2007 | 05h01

Uma tensa situação é registrada na madrugada deste domingo em frente ao colégio militar no qual a maioria governista da Assembléia Constituinte boliviana, sem representantes da oposição, aprovou uma nova Carta Magna, embora a maioria dos participantes da Assembléia já tenha deixado o local. O constituinte César Cocarico, do governamental Movimento ao Socialismo (MAS), disse à emissora de rádio "Fides" que grupos de manifestantes, em sua maioria universitários de Sucre, se aproximam do quartel vindos das colinas da região, de onde atacam a instalação com pedras e pneus em chamas. Cocarico afirmou que está preocupado, porque os universitários conseguiram com que os policiais que desde a sexta-feira defendem o quartel recuassem. Além dos policiais, a região está cercada por militares e partidários do presidente Evo Morales. "O mais preocupante é que eles podem chegar à linha militar, o que e pode levar a uma fatalidade", advertiu. Cocarico disse ainda que os camponeses e indígenas partidários de Morales que chegaram a Sucre nos últimos dias para "defender" a Constituinte e estavam nas portas do quartel começaram a deixar o local para evitar maiores riscos por causa da ação dos estudantes. Pelo menos uma pessoa morreu e cerca de 100 ficaram feridas e nos distúrbios de Sucre, causados pela manobra dos constituintes de Morales para aprovar, em primeiro debate, a nova Constituição boliviana. Yuver Donoso, repórter do diário de La Paz "La Razón", disse que 17 jornalistas estão às portas do colégio militar, próximos ao "fogo cruzado" de policiais, que lançam gases, e manifestantes, que respondem com dinamite, pneus em chamas e pedras. Correspondentes da Efe constataram durante a noite incidentes em vários pontos de Sucre, capital oficial d Bolívia, cujos moradores reivindicam que seja também capital efetiva e sede do Governo e do Parlamento, que estão em La Paz desde uma breve guerra civil em 1899.

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