Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

Sobe para 14 o número de militares brasileiros mortos no Haiti

Jobim chega a Porto Príncipe para organizar ajuda; oficiais da missão da ONU desobstruem estradas da capital

Solange Spigliatti, estadao.com.br

14 de janeiro de 2010 | 08h11

Subiu para 14 o número de militares brasileiros mortos no Haiti, depois de um terremoto de 7 graus na escala Richter que devastou a cidade de Porto Príncipe, na terça-feira, 12. Quatro militares ainda estão desaparecidos e outros 14 ficaram feridos. 

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Segundo o Comando do Exército, são 12 feridos que serão repatriados para o Brasil e dois outros militares foram evacuados para a República Dominicana.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou ontem ao país para coordenar a ajuda brasileira às vítimas do terremoto. Após ouvir o relato de comandantes militares brasileiros, Jobim disse que a intenção do governo brasileiro é montar hospitais de campanha para atender os feridos. De acordo com o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendou a montagem dos hospitais.

De acordo com o comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o general brasileiro Floriano Peixoto Vieira, os militares brasileiros ainda não conseguiram chegar às vítimas.

"Nosso primeiro trabalho foi usar a engenharia para desobstruir as principais vias da cidade. Mas ainda não conseguimos chegar para ajudar. Não temos condição de avaliar o número de mortos. Sabemos que é uma quantidade muito elevada", disse o comandante.

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O terremoto fez ruir os três principais hospitais da cidade e derrubou pelo menos dois grandes hotéis, além de destruir prédios públicos, como o Senado, que desabou em pleno funcionamento, e do palácio do governo.

Na frente da base Charles, onde fica a maior parte do contingente brasileiro no Haiti, centenas de haitianos se concentram pedindo ajuda. Cerca de 70 feridos graves chegaram a ser atendidos pelos militares e se recuperam em alojamentos improvisados.

Também estão na base Charles os corpos de 14 militares brasileiros mortos e da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, que fazia uma palestra para padres e seminaristas em uma escola de Porto Príncipe quando ocorreu o terremoto.

O comandante Floriano Peixoto disse a Jobim que, no momento, o país precisa de água, remédios e equipamentos pesados de engenharia para remover os escombros, além de médicos e engenheiros. "Precisamos desses equipamentos com urgência para tentar salvar pessoas que estão vivas debaixo dos escombros", afirmou.

 

 

 

Veja a lista de militares mortos no terremoto:

- 1º Tenente Bruno Ribeiro Mário

- 2º Sargento Davi Ramos de Lima

- 2º Sargento Leonardo de Castro Carvalho

- Cabo Douglas Pedrotti Neckel

- Cabo Washington Luís de Souza Seraphin

- Soldado Tiago Anaya Detimermani e

- Soldado Antonio José Anacleto, todos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.

- Cabo Arí Dirceu Fernandes Júnior e

- Soldado Kléber da Silva Santos; ambos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Santos-SP.

- Subtenente Raniel Batista de Camargos, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins-SP.

- Coronel Emílio Carlos Torres dos Santos, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF, da Minustah.

- 3º Sargento Rodrigo de Souza Lima

- Soldado Felipe Gonçalves Júlio

- Soldado Rodrigo de Souza Lima , do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.

 

Com informações da Agência Brasil

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