Sobem para 253 os mortos por cólera e há possíveis casos em Porto Príncipe

Pelos menos 43 pessoas morreram nas últimas horas em Artibonite, região mais afetada pela doença

Efe

24 de outubro de 2010 | 18h12

PORTO PRÍNCIPE - Quarenta e três pessoas morreram nas últimas horas de cólera em Artibonite, norte do Haiti, o que aumenta para 253 o número de vítimas da doença no país, disseram neste domingo, 24, fontes sanitárias oficiais, que apuram cinco possíveis casos suspeitos da epidemia em Porto Príncipe.

 

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O diretor-geral do Ministério da Saúde, Gabriel Timothée, disse à Agência Efe que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) analisa cinco possíveis casos do surto na capital do país a partir de observações clínicas.

 

No entanto, disse que é preciso realizar exames no laboratório nacional de Saúde Pública para confirmar se os casos são de fato o cólera, que afeta parte do país desde o início da semana.

 

Timothée disse em entrevista coletiva que o número de hospitalizados subiu para 3.115, dos quais 2.754 estão em Artibonite, a região mais afetada pelo surto.

 

Quatorze das vítimas morreram em Mirebalais e Las Cahobas, onde não haviam sido registradas mortes por cólera nos últimos três dias, segundo Timothée. De acordo com o funcionário, "há uma tendência deestabilização dos casos no leste" do Haiti.

 

Além disso, o ministro falou de uma "diminuição" nos casos graves em Drouin e Grande Saline, as áreas mais críticas de Artibonite.

 

O surto de cólera no Haiti poderia estar relacionado com um rio contaminado situado muito perto de Artibonite, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

 

No entanto, o presidente do Haiti, René Préval, assegurou ontem que a epidemia foi "importada", mas não identificou qual seria sua procedência.

 

"Seria irresponsável e perigoso" identificar um país ou cidadãos de algum território como fonte da epidemia que causa estragos no norte e no leste do Haiti, declarou Préval à emissora de rádio "Kiskeya".

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