Sobrinho de Micheletti e coronel são assassinados em Honduras

Enzo Micheletti estava desaparecido; militar foi morto a tiros quando saía de casa na capital do país

Efe,

26 de outubro de 2009 | 14h24

O sobrinho do presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, foi assassinado no norte do país, informou nesta segunda-feira, 26, a Polícia Nacional. As autoridades informaram também que o coronel Concepción Jiménez, chefe da Indústria Militar do país, também foi encontrado morto, mas na capital do país.

 

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Enzo Micheletti tinha desaparecido dias atrás e seu corpo foi encontrado no domingo, junto ao de outro jovem, perto de Choloma, no norte do país, quando foi reconhecido por seus familiares, enquanto Jiménez foi atacado a tiros pela noite, em frente à sua casa em Tegucigalpa, disse o porta-voz da Polícia Nacional, Orlin Cerrato.

 

O funcionário afirmou que a Polícia está investigando os dois casos "como um assunto de violência comum", mas assegurou que "as investigações abrangem todos os aspectos necessários".

 

Os dois corpos foram encontrados em um terreno de mata alta no setor de Choloma, no departamento de Cortés (norte). O corpo de Enzo "já foi reconhecido por seus familiares", disse Cerrato. No entanto, a outra vítima encontrada ainda não foi identificada, segundo ele.

 

Cerrato acrescentou que, segundo informações preliminares da Polícia, Enzo desapareceu na sexta-feira e aparentemente foi morto a tiros da mesma forma que a outra pessoa.

 

Segundo a imprensa local, Enzo, de 24 anos, era filho de Antonio, irmão falecido do presidente de facto hondurenho, cuja família é originária da cidade de El Progresso, no departamento de Yoro, norte do país.

 

Já o coronel Jiménez morreu no Hospital Militar de Tegucigalpa, pouco após ter sido atacado a tiros quando saía de seu carro, em frente a sua casa, em um bairro no setor sul da cidade. O porta-voz policial disse que os suspeitos são "três ou quatro jovens que estavam em um táxi".

 

Os crimes foram cometidos enquanto o país segue imerso na crise política causada pelo golpe de Estado que tirou do poder o presidente do país, Manuel Zelaya, no dia 28 de junho.

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