Reprodução/Reuters
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Sociedade Internacional de Imprensa condena prisão de presidente da Globovisión

Para organização, governo venezuelano quer calar a imprensa e a opinião no país

25 de março de 2010 | 20h14

Efe

 

MIAMI- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou nesta quinta-feira, 25, a proibição da saída da Venezuela de Guillermo Zuloaga, presidente do canal privado Globovisión, que está sendo investigado pela Justiça por ter insultado o governo do país.

 

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O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, lamentou o ato do governo venezuelano e o considerou "não só uma agressão contra a liberdade de opinião e contra Zuloaga, mas também contra a SIP e contra o direito do povo venezuelano a receber informação e a se expressar".

 

Aguirre acrescentou em um comunicado que a retenção de Zuloaga e sua possível prisão "confirma a censura e a hostilidade governamental contra os meios que nossa instituição vem denunciando há uma década".

 

Zuloaga iria viajar hoje saindo do aeroporto internacional Josefa Camejo, em Punto Fijo, quando foi detido e, segundo a SIP, pode ser enviado a Caracas para enfrentar um processo judicial.

 

A investigação ordenada nesta quarta por parlamentares venezuelanos se baseia em declarações feitas pelo executivo em uma recente reunião da SIP, durante um debate público sobre o estado da liberdade de imprensa na Venezuela, do qual também participaram partidários do presidente Hugo Chávez.

 

Aguirre, subdiretor do jornal Diário Las Américas, com sede em Miami, destacou que a retenção do empresário venezuelano confirma que "estamos frente a um governo que quer penalizar a mera opinião, com um método de amedrontamento para calar a imprensa e a opinião".

 

"Por isso, tememos que Zuloaga, cujo canal tem 40 processos judiciais e administrativos, tenha o mesmo destino que o opositor político e ex-candidato presidencial Oswaldo Álvarez Paz, preso na segunda passada", acrescentou o jornalista.

 

Álvarez Paz, ex-governador do estado de Zulia, no noroeste do país, foi preso em 22 de março acusado por crimes de "conspiração, instigação pública e difusão de informação falsa".

 

As acusações foram feitas após Álvarez denunciar, no programa Alô Cidadão, da Globovisión, supostos vínculos do governo chavista com o narcotráfico e o terrorismo.

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