Soldados mexicanos procuram assassinos de 72 migrantes

Soldados mexicanos vasculhavam a zona rural na fronteira com o Estado americano do Texas na quinta-feira em busca dos autores do pior massacre da guerra entre traficantes no país.

HENRY ROMERO, REUTERS

26 de agosto de 2010 | 15h24

Patrulheiros fortemente armados em caminhões, tanques e jipes percorriam cidades e vilarejos na região de fronteira, enquanto helicópteros sobrevoavam a área um dia depois de encontrados os corpos de 72 pessoas em um prédio vazio de uma fazenda.

As vítimas, que se acredita sejam migrantes da América Central e da América do Sul, parecem ter sido amarradas com os olhos vendados antes de serem enfileiradas em uma parede e mortas a tiros.

Fotografias mostram os corpos sujos de sangue amontoados no chão da fazenda no Estado de Tamaulipas, que se tornou palco dos mais graves episódios da violência relacionada às drogas no México, enquanto o cartel do Golfo e o grupo rival, os Zetas, disputam rotas de tráfico.

Autoridades afirmaram que os investigadores ainda examinavam a cena e não tinham removido os corpos do local.

Forças de segurança mataram três homens armados e prenderam um outro quando eles se aproximavam da fazenda na quarta-feira, mas vários suspeitos escaparam durante o confronto.

Migrantes que tentam entrar nos EUA estão cada vez mais sob risco de sequestro e extorsão pelas quadrilhas de traficantes que operam praticamente impunes em áreas do norte do México, afirmam a polícia e analistas.

Mais de 28 mil pessoas morreram neste tipo de violência desde que o presidente Felipe Calderón lançou sua guerra contra os cartéis, quando assumiu o poder no fim de 2006.

Calderón prometeu avançar com a repressão e advertiu que é provável que ocorram mais episódios de violência.

Embora a maior parte do conflito esteja restrito aos traficantes e às forças de segurança, a violência se espalha por regiões do país antes consideradas pacíficas.

Ao menos cinco pessoas ficaram feridas em uma explosão em um bar na famosa praia de Puerto Vallarta na noite de quarta-feira, informou o Ministério Público do Estado de Jalisco.

Investigadores acreditam que a explosão tenha sido intencional, mas não confirmaram notícias da mídia de que tenha sido causada por uma granada, afirmou um porta-voz do Ministério Público na quinta-feira.

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