Sonda chega à galeria onde mineiros chilenos estão retidos

A primeira de três sondas usadas para perfurar a mina onde 33 trabalhadores estão retidos no Chile chegou na sexta-feira até eles, mas ainda demorará semanas para que o poço seja alargado e eles possam ser tirados de uma profundidade de 700 metros.

IVAN ALVARADO, REUTERS

17 de setembro de 2010 | 18h39

Cabe aos mineiros a tarefa de limpar o entulho que a sonda vai jogando na galeria onde eles estão.

"A partir de agora, precisamos da ajuda deles, porque estamos começando uma perfuração em que precisamos retirar o material por baixo", disse o chefe da operação, André Sougarret, à TV pública.

Numa das mais complicadas operações já realizadas em minas, os engenheiros estão escavando buracos sucessivamente mais amplos, usando duas sondas, para atingir a área onde os mineiros estão desde o dia 5 de agosto, quando paredes da galeria desmoronaram. Um terceiro buraco está sendo aberto com uma sonda habitualmente usada em perfurações petrolíferas.

A Marinha chilena já preparou uma cápsula por onde eles serão retirados, um a um, quando os buracos tiveram 66 centímetros de largura --pouco mais do que a dos ombros de um homem.

O governo chileno trouxe uma equipe da Nasa para ajudar a manter a saúde física e mental dos homens durante o isolamento. Nos primeiros 17 dias de soterramento, até serem encontrados, eles perderam cerca de 10 quilos cada um. Agora, eles recebem comidas e outros mantimentos por um duto.

Nutricionistas estão preparando tortas de carne, prato tradicional, para que os mineiros comemorem no sábado os 200 anos da independência do Chile. A data é celebrada também com entusiasmo especial pelos parentes deles, reunidos no "Acampamento Esperança", junto à mina. Compatriotas solidários doaram um almoço festivo para o grupo.

"Hoje mais do que nunca estamos comemorando porque sabemos que a sonda chegou lá", disse Cecília, parente do mineiro Claudio Acuña. "E é isso que estamos comemorando como família."

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