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Stédile espera que reflexões de Fidel contribuam para esquerda

Para líder do MST, Fidel tem trajetória coerente de luta contra 'inimigos do povo' e é líder 'inconteste' de Cuba

Mair Pena Neto, da Reuters,

19 de fevereiro de 2008 | 14h40

O integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina Brasil, João Pedro Stédile, considerou certa a decisão de Fidel Castro de deixar a Presidência de Cuba e acha que suas reflexões irão contribuir para a esquerda latino-americana e mundial "que se encontra em grave crise".   Veja também: Leia a cobertura completa da renúncia de Fidel    Para Stédile, Fidel tem uma trajetória coerente de luta contra "os inimigos do povo" e é líder "inconteste" dos cubanos, não precisando disputar cargos. "A decisão é mais do que acertada, pois, assim, poderá usar melhor seu tempo para escrever e expor reflexões que podem contribuir não só com o povo cubano, mas com toda a esquerda latino-americana e mundial, que se encontra em grave crise", disse Stédile à Reuters por e-mail. Segundo Stédile, a saída de Fidel da Presidência não deve significar grandes mudanças na política cubana. Ele acha que a imprensa sempre mistificou o poder em Cuba, como se estivesse centralizado em algumas pessoas.  "O poder real em Cuba é exercido pelo conjunto do partido e pelas inúmeras formas de organização popular", afirmou. "Qual governo se atreveria a deixar que a população mantivesse armas em suas casas e em locais prontos para serem usadas, especialmente em caso de invasão dos Estados Unidos, se o povo não estivesse representado?", acrescentou. Stédile destacou as conquistas da sociedade cubana, principalmente relacionadas às questões de saúde e educação, mas reconhece a existência de dificuldades econômicas e necessidades materiais. O líder do MST atribuiu os problemas cubanos à falta de recursos naturais, à burocracia e ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.  "No entanto, acredito que o povo cubano, com sua sabedoria e sua elevada cultura, saberá encontrar soluções para esses problemas. O socialismo, como sonharam Marx e Engels, certamente depende cada vez mais de mudanças em todo o sistema econômico mundial", afirmou.

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