Suécia investiga tráfico de armas para as Farc na Colômbia

Lança-foguetes achados em campos iam para a Venezuela, para onde europeus não vendem armas desde 2006

Efe,

27 de julho de 2009 | 15h16

O governo da Suécia investiga, junto do poder Executivo da Colômbia, o tráfico de armas produzidas no país europeu para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), segundo informou nesta segunda-feira, 27, a emissora sueca Sveriges Radio.

 

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"A Suécia está trabalhando conjuntamente com a Colômbia para investigar o caso", afirmou o ministro sueco do Comércio, Jens Ericsson.

 

O Exército colombiano apreendeu recentemente em um dos acampamentos da guerrilha vários lança-foguetes produzidos na Suécia, de acordo com a revista britânica especializada em militarismo Jane's. De acordo com a revista, as armas foram produzidas pela empresa Saab Bofors Dynamics e foram vendidas originariamente ao Exército da Venezuela.

 

O diretor geral do Órgão de Inspeção de Produtos Estratégicos sueco, encarregado de supervisionar as exportações de armas, Jan-Erik Lovgren, explicou à mesma rádio que a Suécia não exporta armas à Venezuela desde 2006.

 

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, criticou no domingo os países que vendem armas por fornecer às Farc lança-foguetes de longo alcance. "Sabemos que os grupos terroristas adquiriram lança-foguetes nos mercados internacionais de armas. Elevamos nossa queixa por meio dos canais diplomáticos ante os respectivos países", disse Uribe.

 

O presidente colombiano, que participava de uma cerimônia em homenagem às vítimas do conflito de Medellín, entretanto, não citou nenhum país como provedor de armas.

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