Suécia pede que Venezuela explique armamento das Farc

Militares colombianos encontraram com guerrilha lança-foguetes vendidos ao governo venezuelano nos anos 80

Reuters e Efe,

28 de julho de 2009 | 14h45

O governo da Suécia solicitou nesta terça-feira, 28, que o governo da Venezuela esclareça como um carregamento de armas fabricadas na Europa e exportadas para o país sul-americano foi encontrado em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na Colômbia.

 

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Autoridades colombianas disseram na segunda-feira que apreenderam armas antitanques e lança-foguetes adquiridos pela Venezuela a partir da Suécia que estavam nas mãos das guerrilhas.

 

"É certo que eles encontraram essas armas de fabricação sueca", disse Jens Eriksson, um consultor do Ministério do Exterior sueco, à ministra do Comércio, Ewa Bjorling. "Estamos trabalhando junto das autoridades colombianas para investigar o assunto e fizemos contato com as autoridades da Venezuela para esclarecer como essas armas acabaram na Colômbia", completou.

 

O ministro do Interior da Venezuela, Tareck El Aissami, negou na segunda-feira que o armamento encontrado nas mãos das Farc tenha vindo do país sul-americano. Eriksson, entretanto, confirmou nesta terça-feira que as armas foram vendidas aos venezuelanos no final da década de 80 e que pode provar "por meio dos números das séries das armas".

 

Segundo informações divulgadas na segunda pelo Ministério do Exterior da Suécia, o país não vende armas para a Venezuela desde 2006.

 

Ataque das Farc

 

Um ataque das Farc a uma embarcação no Rio San Juan deixou pelo menos cinco pessoas mortas, outras cinco feridas e seis desaparecidas no departamento colombiano de Chocó, informaram nesta terça-feira autoridades da região.

 

A emboscada contra a embarcação, que transportava uma patrulha de militares e civis encarregada da erradicação manual de cultivos ilícitos, ocorreu na segunda-feira à tarde no município do Medio San Juan, no sul de Chocó

 

Os atacantes, supostamente guerrilheiros da frente 34 das Farc, lançaram granadas contra a embarcação a partir da margem do rio e dispararam com fuzis contra os ocupantes, relatou à "Caracol Radio" o prefeito de Medio San Juan, Pastor Mosquera.

 

Dois dos feridos, um deles em estado muito grave, estão sendo atendidos no posto de enfermaria da área, disse Mosquera.

 

O prefeito afirmou que os outros três feridos ainda não puderam receber atendimento médico, porque estão em um lugar de difícil acesso, e que continua a busca dos seis desaparecidos.

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