Supostos mercenários matam prefeito no México

Supostos mercenárioscontratados por narcotraficantes assassinaram no leste doMéxico um prefeito quando ele retornava de um dia de descansocom sua família, disseram autoridades na segunda-feira. Homens armados cercaram no domingo a noite o carro doprefeito Marcelo Ibarra e atiraram em sua cabeça enquantodirigia rumo a sua casa em Villa Madero, no Estado deMichoacán, um dos protagonistas da guerra anti-drogas dogoverno. "Acreditamos que isto tem a ver com os grupos ligados aonarcotráfico, ele estava sendo seguido", disse um porta-voz dapromotoria local. A esposa de Ibarra e seus filhos saíramilesos do atentado, disse o porta-voz. O polícia recusou-se a comentar os possíveis motivos docrime contra o prefeito. Em Michoacán, onde se escondem laboratórios demeta-anfetaminas e pistas de pouso e decolagem clandestinaspara levar cocaína em aviões aos Estados Unidos, foraminiciadas em dezembro de 2006 as operações anti-drogas deiniciativa do presidente Felipe Calderón, que tomou a medidapoucos dias depois de assumir. O Estado se converteu em um campo de batalha entre aliadosdo cartel do Golfo e traficantes do Estado de Sinaloa, noPacifício, de onde é o traficante mexicano mais buscado,Joaquin "El Chapo" Guzmán. Em outro incidente, a polícia encontrou três corpos nestasegunda-feira na cidade fronteiriça de Juárez. Dois deleshaviam sido decapitados. Os cadáveres foram abandonados junto a mensagens de ameaçacontra a polícia, informou a promotoria do estado de Chihuahua. Neste ano, foram mortas cerca de 1.400 pessoas emhomicídios vinculados ao narcotráfico, um aumento de 47 porcento em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dadosda promotoria. Ao todo em 2007, 2.500 pessoas foram mortas. No mês passado, foram assassinados vários chefes depolícia, entre eles um oficial do alto comando da políciafederal, importante no combate aos traficantes. Em meio ao aumento da violência, 53 por cento dos mexicanoscrêem que os mercenários da droga vão ganhando a guerra contrao governo de Calderón, de acordo com uma pesquisa publicada nodomingo.(Reportagem de Robin Emmott em Monterrey)

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