Suprema Corte chilena aprova extradição de Fujimori

Ex-presidente peruano acusado de corrupção e violações dos direitos humanos deve ser notificado nesta sexta

Efe e Associated Press,

21 de setembro de 2007 | 10h08

A Suprema Corte do Chile decidiu nesta sexta-feira, 21, que o ex-presidente peruano Alberto Fujimori deve ser extraditado ao Peru, onde responde por acusações de corrupção e violações dos direitos humanos.   Veja também:Fujimori voltará ao Peru nas próximas horasCronologia do caso desde chegada ao ChileSaiba por quais crimes Fujimori será julgado Amado e odiado pelos peruanos, Fujimori ainda gera polêmica   O parecer do juiz Alberto Chaigneau é definitivo e os advogados de Fujimori não poderão entrar com recurso. Segundo a autoridade responsável pela decisão, a medida foi aprovada por sete das 13 acusações formais ao ex-presidente apresentadas pelo Peru, duas de crime contra a humanidade e cinco de corrupção   A extradição de Fujimori foi requisitada por Lima, que pretende julgá-lo pelos massacres de Cantuta e Barrios Altos, onde 25 pessoas morreram, e também por 11 acusações de corrupção. O governo chileno tem planos de extraditar o ex-presidente o mais rápido possível.   Sem entrar em detalhes, Chaigneau declarou que o acordo nas deliberações entre os cinco juízes da Suprema Corte "foi muito mais fácil do que o esperado".   O governo chileno tem planos de extraditar o ex-presidente o mais rápido possível. Um oficial de justiça deveria entregar ainda nesta sexta a Fujimori a notificação oficial da decisão. O político reside em um condomínio de luxo ao norte de Santiago, onde é mantido em regime de prisão domiciliar.   Acusações   A decisão reforma a conclusão de uma instância inferior da justiça chilena que em julho rejeitou o pedido de extradição sob a alegação de que não haveria evidências suficientes para sustentar as acusações contra Fujimori.   As acusações de violações dos direitos humanos referem-se aos massacres da Universidade de La Cantuta e do distrito operário de Barrios Altos, ambos no início da década passada. Em 1991, 15 pessoas morreram na ação de um esquadrão da morte aparentemente ligado ao governo em Barrios Altos. Em 1993, um ataque similar terminou com a morte de nove alunos e um professor em La Cantuta. Chaigneau esclareceu que as acusações referentes a corrupção aceitas pela corte incluem o pagamento de propina a parlamentares para a aprovação de projetos no Congresso e a escutas ilegais. Durante sua estada em Santiago, Fujimori negou as acusações e qualificou as denúncias como "politicamente motivadas". Em julho, o ex-presidente, que possui cidadania peruana e japonesa, concorreu a uma vaga no Senado do Japão, mas perdeu. Fujimori encontrava-se no Chile desde novembro de 2005, quando desembarcou em Santiago em vôo procedente do Japão, país onde exilou-se desde que deixou a presidência peruana em meio a escândalos de corrupção e invasão de privacidade. Lima requisitou a extradição a Santiago logo a seguir.

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