Suspensa sessão que definiria transição eleitoral no Equador

Constituinte não chega a acordo sobre indicação de novo Conselho Eleitoral; assembléia será retomada na 6.ª

Efe,

22 de outubro de 2008 | 21h51

A Assembléia Constituinte do Equador suspendeu a sessão que a reinstalou nesta quarta-feira, 22, uma vez que seus integrantes não chegaram a um acordo sobre a nomeação dos novos membros do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), do Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) e da Comissão Legislativa do processo de transição constitucional. Por determinação do presidente da Assembléia, Fernando Cordero, a sessão será retomada na manhã de sexta-feira, para permitir que os postulantes aos órgãos eleitorais possam apresentar seus currículos, que serão analisadas pelos 130 integrantes da Constituinte. Veja também:Mudanças em Carta levam à renúncia de juízes no Equador A decisão de Cordero foi anunciada depois que vários integrantes da Assembléia pertencentes à oposição dissessem temer que as nomeações ocorressem de modo "apressado" e violando as normas do regime de transição, previstas na nova Carta Magna. No entanto, Cordero explicou que as pessoas que forem designadas para ocupar os cargos eleitorais serão de forma temporária, até que se escolham outros, os titulares, a partir de mecanismos estabelecidos pela Constituição. A Constituinte, que se mantinha em recesso desde 25 de julho, foi retomada para iniciar o processo de transição, que permitirá adequar as instituições do Estado às diretrizes da nova Carta do país. O chefe da Constituinte disse que a suspensão da sessão permitiria aos constituintes da assembléia conhecer e escolher os membros temporários dos organismos encarregados de preparar as próximas eleições gerais que acontecerão no primeiro trimestre de 2009. Cordero, além disso, ordenou à administração da Constituinte distribuir entre os participantes da assembléia as listas e os currículos dos candidatos e disse que até sexta-feira os grupos políticos deveriam analisar esses documentos para entrar totalmente à votação. Fora disso, frisou que na sexta-feira serão selecionados os participantes da assembléia que integrarão a Comissão Legislativa, que servirá também como Parlamento, até que se elejam, nas próximas eleições, os legisladores titulares da Assembléia Nacional, nome que tomará o Congresso segundo a nova Carta Magna. A única decisão tomada nesta quarta pela Constituinte foi a de aceitar as renúncias de oito participantes da assembléia: os opositores Mae Montaño, María Cristina Kronfle e Pablo Lúcio Paredes; assim como os governistas Galo Borja, Alberto Acosta, Fernando Vega, Oswaldo Orrala e Germánico Pinto.

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