Tarso Genro nega presença das Farc em território brasileiro

Ministro da Justiça diz que há um ano houve um incidente com a guerrilha, que foi rapidamente contido

Agência Brasil,

06 de março de 2008 | 14h24

O ministro da Justiça Tarso Genro garantiu nesta quinta-feira, 6, que não há nenhum acampamento de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território brasileiro. Ele admitiu, no entanto, a probabilidade do trânsito na fronteira do Brasil com a Colômbia. Em entrevista à Rádio Eldorado na quarta-feira, Tarso evitou comentar sobre a acusação do presidente do Equador, Rafael Correa, de que provavelmente existam bases das Farc no País. Chávez diz que pode nacionalizar empresas colombianasOEA: falta muito para resolver impasse Chávez protegeria nº 1 das Farc, diz rádioChávez acusa Uribe de 'crime de guerra'Resolução diz que Colômbia violou soberania do EquadorColômbia exibe imagens da incursão militar  Dê sua opinião sobre o conflito   Por dentro das Farc Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região  'É possível que as Farc se desarticulem'   Embaixador brasileiro Osmar Chohfi comenta decisão da OEA  "Posso garantir que aqui não há nenhum acampamento das Farc. O que pode haver é o cruzamento da fronteira por pessoas civis que entram no território brasileiro para comprar mantimentos", afirmou nesta quinta. Tarso disse que, se for registrada a presença de bases da Farc no país, o governo agirá dentro da legalidade para coibir a ação dos guerrilheiros colombianos. "Há um ano, mais ou menos, houve uma presença que foi rapidamente repelida e isso não mais se repetiu. A Polícia Federal evidentemente tem o controle da região na sua competência e as Forças Armadas na sua competência. Não há esse problema no país". A afirmação de Correa foi feita na quarta, após o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual ele agradeceu o apoio do Brasil, que condenou a invasão do território equatoriano pelo Exército colombiano. Desde o último sábado, abriu-se um conflito diplomático entre Equador, Colômbia e Venezuela depois que militares colombianos mataram mais de 20 guerrilheiros das Farc que estavam acampados em território equatoriano, entre eles um dos líderes do movimento, Raúl Reyes.

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