Tempestade Fay mata 4 no Caribe e se aproxima da Flórida

Com ventos de mais de 110 quilômetros por hora, fenômeno pode ganhar força ao passar em Cuba

Agência Estado e Associated Press,

17 de agosto de 2008 | 14h58

A tempestade tropical Fay chegou ao sudeste de Cuba com chuva pesada e ventos fortes neste domingo, 17. A expectativa é de que atinja o centro da ilha antes de seguir rumo a Flórida. Autoridades ordenaram a retirada da população da região e ordenaram as cubanos que prestem atenção aos informes sobre a tempestade, que pode provocar inundações e deslizamentos.   José Rubiera, chefe do serviço de meteorologia de Cuba, a tempestade registra rajadas de ventos com mais de 110 quilômetros por hora e seu centro se aproxima de duas comunidades costeiras no sul da ilha. A expectativa é de que a tempestade ganhe força próxima de furação ao se mover sobre Cuba, ainda neste domingo, quando seguirá para a Flórida, onde oficiais já declararam estado de emergência. Fay já matou pelo menos quatro pessoas, depois de atingir o Haiti e a República Dominicana no final de semana com chuvas torrenciais e inundações.   O governo cubano emitiu um alerta de furação para a região leste de Havana até a província central de Sancti Spiritus. Um alerta de furação também foi emitido na Flórida, onde as autoridades ordenaram os visitantes a deixar a região.   No início da tarde, o centro da tempestade estava a 125 quilômetros de Camaguey, no sudoeste de Cuba, e a 560 quilômetros de Key West, Florida, de acordo com o Centro Nacional de Furações dos EUA, em Miami. Com ventos próximos de 85 quilômetros por hora, Fay se move na direção oeste-noroeste a 20 quilômetros por hora e deve seguir para noroeste ainda na noite de segunda-feira.   Autoridades de quatro províncias cubanas retiraram residentes de suas casas, convocaram os barcos de pesca de volta para o porto e transferiram animais das fazendas para regiões mais altas, enquanto estabeleciam abrigos temporários e centros de distribuição de alimentos, segundo autoridades da defesa civil. Em Havana, nuvens negras cobriam o céu pela manhã, mas a chuva era leve e havia poucos sinais de preocupação nas ruas.

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