Tempestade Olga se fortalece na República Dominicana

Fenômeno adquire características tropicais; várias comunidades dominicanas estão isoladas

Efe,

12 de dezembro de 2007 | 01h49

A tempestade subtropical Olga se fortaleceu na tarde desta terça-feira, 11, no interior da República Dominicana, adquirindo características tropicais, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos. As autoridades dominicanas revelaram danos materiais causados pelo fenômeno. Um avião caça-furacões do centro meteorológico penetrou no interior do sistema nesta terça-feira e informou que ele se transformou em uma tempestade tropical. Olga se formou na segunda-feira à noite, 10 dias depois do encerramento oficial da temporada de furacões no Atlântico Norte. Na República Dominicana, as chuvas causaram o isolamento de cerca de 20 comunidades em vários pontos do país, segundo as autoridades de socorro. O Comitê de Operações de Emergência (COE) afirmou além disso que 38 casas foram soterradas por um desmoronamento na comunidade de Juan López III, no norte do país. Não houve vítimas porque os habitantes tinham sido retirados. Os ventos de Olga derrubaram árvores que bloquearam o trânsito nas estradas. As chuvas isolaram quatro comunidades próximas à capital dominicana. Aviso de tempestade Permanece ativado um aviso de tempestade tropical (passagem do sistema em 24 horas) para a costa norte da ilha de Hispaniola (Haiti e República Dominicana). Também há um aviso de tempestade tropical para o sul das Bahamas e as ilhas Turks e Caicos, e uma vigilância (passagem do sistema em 36 horas) para a costa sul da República Dominicana. O olho de Olga, às 23 horas de terça-feira (em Brasília), estava localizado no interior da República Dominicana, a 18,8 graus de latitude norte e 69,5 graus de longitude oeste, 45 quilômetros a norte-nordeste de Santo Domingo. A tempestade tropical se desloca para o oeste a uma velocidade de 20 km/h. Ela deve manter a trajetória durante as próximas 24 horas, informou o NHC, com sede em Miami. Os ventos máximos sustentados se intensificaram e chegaram a 95 km/h, com rajadas mais fortes, mas o NHC espera um "enfraquecimento nas próximas 24 horas".

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