Tensão aumenta antes de referendo revogatório na Bolívia

Direita pede greve de fome e bloqueio de rodovias a seis dias do plebiscito que definirá mandato de Evo

Reuters,

04 de agosto de 2008 | 13h49

Líderes civis opositores bolivianos anunciaram nesta segunda-feira, 4, a "massificação" de uma greve de fome e mineiros iniciam o bloqueio de uma rodovia, em novos episódios de confrontamento político no país a seis dias do referendo revocatório de mandato do presidente Evo Morales e dos governadores provinciais. O presidente esquerdista Evo Morales, que espera que a consulta eleitoral reafirme sua liderança e debilite o protesto dos prefeitos (governadores) regionais direitistas, continua com sua frenética campanha, seguido por várias pesquisas que antecipam sua ratificação. No referendo de 10 de agosto, que a Corte Eleitoral voltou a garantir que será realizado, estarão em jogo os cargos os presidente Evo Morales, seu vice-presidente Álvaro Garcia e dos governadores de oito dos nove departamentos (Estados). Em um novo cenário da disputa, o comitê cívico de Santa Cruz iniciou na noite de domingo uma greve de fome pela "devolução" de uma parte de um imposto petrolífero. A mobilização coincidiu com um chamado da Central Operária da Bolívia (COB), pelo bloquei de estradas por uma mudança radical do regime de pensões, após o fracasso das negociações com o governo. Trabalhadores de Huanuni, a maior mina de estanho do país, obedeceram a Central e depois de declarar greve na sexta-feira, interromperam uma rodovia desde a madrugada desta segunda. "Estas mobilizações só têm um propósito eleitoral", disse aos repórteres o ministro do governo, Alfredo Rada, ao "lamentar" que a Central "faça o jogo da direita" do país.

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