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Tensão entre Colômbia e Venezuela preocupa Lula, diz Chávez

O presidente venezuelano, Hugo Chávez,disse no sábado que alguns chefes de Estado estão inquietospela possibilidade de uma agressão da Colômbia contra aVenezuela e que recentemente recebeu um telefonema do colegabrasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também preocupado com asituação. As relações entre a Colômbia e a Venezuela entraram em umagrave crise após Bogotá suspender a intermediação de Chávezpara a libertação de reféns mantidos pelas Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc), argumentando que o lídervenezuelano estaria interferindo em assuntos internos. "Fontes da inteligência de outros países da América do Sulnos informaram... que alguns presidentes estão preocupados,porque sabem que está sendo planejada uma agressão contra aVenezuela na Colômbia", afirmou Chávez em uma cadeia de rádio etelevisão. "Mas que o governo da Colômbia é capaz, claro que é capaz.Há alguns dias o presidente Lula telefonou para mim preocupadocom a situação", acrescentou. Recentemente, Chávez acusou a Colômbia de tramar uma guerracontra a Venezuela a mando dos Estados Unidos. O presidente venezuelano disse que não quis agredir aninguém quando se referiu ao suposto ataque colombiano, masenfatizou que fortalecerá o povo com armas. "A guerra de todo o povo, (de) defesa nacional e integral",assinalou Chávez. Há alguns dias, o Departamento de Estado dos EUA negou aexistência de um plano para invadir a Venezuela. Entre as acusações dirigidas aos colombianos, Chávezacrescentou que em breve começará a testar os aviões Sukhoiadquiridos da Rússia. "Logo vamos começar a decolar os Sukhoi. Quero ir àprimeira decolagem. O míssil do Sukhoi percorre 200quilômetros", disse Chávez. O líder venezuelano costuma acusa a Casa Branca deconspirar para derrubá-lo e inclusive de planejar seuassassinato. Chávez também considera a presença de tropasnorte-americanas na Colômbia para combater o tráfico de drogascomo uma ameaça militar. As Farc entregaram, no início de janeiro, as políticasConsuelo González e Clara Rojas a uma missão humanitáriaorganizada pela Venezuela, o que reanimou o otimismo dovenezuelano em libertar mais reféns. Em novembro, Uribe, principal aliado de Washington naAmérica Latina, suspendeu por motivos políticos a mediação deChávez para libertar mais 40 reféns nas mãos das Farc em trocade 500 rebeldes presos. Atualmente, o presidente colombianobusca a intermediação de países europeus. (Por Deisy Buitrago)

REUTERS

03 de fevereiro de 2008 | 10h36

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