Tensão marca reunião da imprensa das Américas na Venezuela

Encontro semestral da Sociedade Inter-Americana de Imprensa esteve ameaçado por falta de local para sessão

Roberto Lameirinhas, de O Estado de S. Paulo,

28 de março de 2008 | 19h01

A Sociedade Inter-Americana de Imprensa (SIP, pelas iniciais em espanhol) - organismo que reúne representantes de jornais e revistas de todo o continente - instalou nesta sexta-feira, 28, em Caracas, uma de suas mais tensas sessões dos últimos anos. A reunião semestral da entidade esteve ameaçada por falta de local para abrigá-la. "Como sempre fazemos, entramos em contato no ano passado com vários hotéis para servir de sede para o encontro", afirmou ao Estado o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, o guatemalteco Gonzalo Marroquín.  "Inicialmente, eles se mostraram dispostos a receber o Depois do referendo de 2 de dezembro (que rejeitou uma proposta de reforma constitucional que ampliaria o poder do presidente venezuelano, Hugo Chávez), quase todos esses hotéis passaram a alegar não ter capacidade para abrigar o evento." O jornalista acrescentou que prefere não fazer nenhum julgamento precipitado sobre se esses hotéis foram obrigados a ceder a eventuais pressões nem de onde elas teriam partido. "Não sabemos o que ocorreu exatamente, mas o problema é que o atual clima político da Venezuela intimida a sociedade venezuelana", disse. Coincidência ou não, o Hotel Caracas Palace, que aceitou a tarefa de hospedar a reunião, foi alvo de uma blitz do Seniat - o equivalente venezuelano da Receita Federal brasileira -, em dezembro. Na entrada principal, é obrigado por lei a manter um cartaz do Seniat que o identifica, em letras garrafais, como "estabelecimento infrator." (Leia esta reportagem na íntegra na edição de sábado, 29, de O Estado de S. Paulo)

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