Termina seqüestro com 43 reféns na Guatemala

Para invadir o prédio, jovem de 29 anos chegou a atirar na perna de um agente de segurança

Efe,

07 de outubro de 2008 | 03h11

O homem armado que fez nesta segunda-feira, 6, 43 reféns em um prédio na capital da Guatemala e ameaçava derrubar o edifício com o uso de explosivos libertou todos os retidos e se entregou às autoridades locais.   O seqüestrador, identificado como o guatemalteco Luis Fernando Escobar Martínez, 29 anos, foi convencido por um grupo de cinco agentes especializados da Polícia Nacional Civil (PNC) a se entregar, sem que nenhum dos reféns tenha ficado ferido.   "Após vários minutos de negociação, ele decidiu de forma voluntária libertar os reféns e se entregar. Ele agora será encaminhado a um centro assistencial para receber atendimento psiquiátrico e depois será levado aos tribunais", disse o oficial da PNC Pablo Castillo.   Escobar Martínez manteve como reféns por mais de quatro horas 43 funcionários de um centro de ligações telefônicas que funciona no edifício "Tetra Center", situado em um setor de escritórios do sul da capital guatemalteca.   Os reféns foram retirados do edifício pelas equipes de socorro, que atenderam a mais de 10 deles com crise nervosa.   "Não há nenhuma pessoa ferida. Confiscamos uma arma de fogo e um suposto explosivo, que analisaremos para determinar do que se trata", precisou Castillo.   Versões não confirmadas pelas autoridades assinalam que o agressor agiu "movido por ciúmes" e que seu objetivo inicial era matar a ex-esposa e seu novo parceiro, que supostamente trabalham em um dos escritórios do prédio.   Segundo o relatório da PNC, Escobar Martínez invadiu o prédio às 19 horas locais de segunda-feira (22 horas de Brasília), e atirou na perna de um agente de segurança particular que tentou impedir sua entrada.   Um dos reféns libertados disse à imprensa local que Escobar Martínez "tratou a todos bem o tempo inteiro, sem bater ou insultar qualquer pessoa".   "Ele apenas nos pediu para ficarmos tranqüilos (...) depois de conversar por alguns minutos com umas pessoas que entraram no escritório, ele se aproximou de nós e nos disse que podíamos sair", acrescentou.   Mais de 100 agentes da PNC, especialistas em situações de crise e em desativação de explosivos se mantiveram nos arredores do edifício, à expectativa do que poderia ocorrer.   Com o apoio de uma equipe especial de militares, os agentes da PNC e socorristas revistaram o prédio na busca de possíveis explosivos.

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