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Terremoto no Chile deslocou Concépcion em três metros

Sismo de magnitude 8,8 também alterou posição de capitais chilena e argentina, segundo pesquisadores

Efe,

08 de março de 2010 | 23h09

Mulher anda de bicicleta entre escombros na cidade de Concépcion. Foto: Lalo De Almeida/NYT

 

WASHINGTON- O terremoto que atingiu o Chile no último dia 27 provocou um deslocamento de mais de três metros da cidade de Concepción em direção ao oeste e alterou a posição geográfica de outras cidades chilenas e argentinas.

 

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Segundo aferições preliminares feitas com equipamentos de GPS por pesquisadores de quatro universidades dos Estados Unidos, o tremor de 8,8 graus na escala Richter também deslocou Buenos Aires em cerca de 2,5 centímetros. Santiago, a capital chilena, se movimentou quase 27 centímetros para o oeste, de acordo com a pesquisa.

 

Os cálculos preliminares das alterações geográficas fazem parte do projeto GPS Sul e Centro dos Andes, que desde 1993 mede as deformações causadas pelos terremotos ocorridos nessa região da cadeia montanhosa.

 

Mike Bevis, professor de ciências da Terra na universidade de Ohio (EUA), disse que as medições de GPS podem determinar os deslocamentos ou "saltos" registrados durante um terremoto.

 

O cientista acrescentou que, com novas estações de GPS, o projeto poderá observar as deformações pós-terremoto registradas nos próximos anos.

 

"Isso nos dará novas informações sobre a física do processo dos terremotos", explicou Bevis em declarações reproduzidas pelo site "ScienceDaily.com".

 

Ben Brooks, principal pesquisador do projeto, disse que o terremoto chileno oferece uma oportunidade única para compreender melhor os processos que controlam os movimentos sísmicos.

 

"O terremoto será um dos mais importantes, se não o mais importante, dos estudados até agora", afirmou o especialista, que é da universidade do Havaí.

 

Também participaram da pesquisa cientistas da universidade de Memphis e do Instituto Tecnológico da Califórnia, além de pesquisadores da universidade de Concepción e do Centro de Estudos Cientistas no Chile.

 

Também colaboram com o projeto o Instituto Geográfico Militar da Argentina, a Universidade Nacional de Cuyo, em Mendoza (Argentina), e a Universidade Nacional de Buenos Aires.

 

Na semana passada, o pesquisador Richard Gross, da Nasa, disse que o terremoto do Chile pode ter movido o eixo da Terra e diminuído a duração dos dias em 1,26 microssegundo - um microssegundo corresponde a um milionésimo de segundo.

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