Terremoto no Haiti mata 4 militares brasileiros e fere 5

Em nota, ministério da Defsa diz que membros da força de paz procuram sobreviventes do tremor

Solange Spligiatti, estadao.com.br

13 de janeiro de 2010 | 10h00

Sobreviventes resgatam ferido em Porto Príncipe. Foto: Kena Betancour/Reuters

SÃO PAULO - Quatro militares brasileiros morreram e cinco ficaram feridos durante o terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira, 12, segundo o Exército. Há registro também de militares brasileiros desaparecidos. 

 

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O Comando do Exército divulgou os nomes dos militares mortos no terremoto desta terça-feira, 12, no Haiti. De acordo com o Exército, os militares mortos são: 1º tenente Bruno Ribeiro Mário, o 2º sargento Davi Ramos de Lima, e os soldado Antônio José Anacleto  e Tiago Anaya Detimermani, todos do 5º batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena, no interior de são Paulo. Eles estavam fora da base principal no momento do terremoto, segundo o Comando do Exército. Os militares estavam no país desde agosto de 2009. Outros cinco militares ficaram feridos.

 

 

Os militares brasileiros que participam da Missão de Paz no Haiti atravessaram a madrugada desta quarta-feira, 13, segundo o Ministério da Defesa, tentando resgatar companheiros soterrados em desabamentos de edificações e no auxílio à população local e às autoridades do País. Uma dessas instalações, denominada "Ponto Forte 22", um sobrado de três andares, desabou completamente.

 

 

O Aeroporto da Capital, Porto Príncipe, permaneceu fechado à noite, e sua reabertura dependia do resultado de uma vistoria que seria realizada pelas autoridades na manhã de hoje para verificar a integridade da pista de pouso e decolagem.

O Ministério informou ainda que soldados brasileiros também estão "prestando auxílio" à copulação local e às autoridades haitianas.

Em outubro de 2009, a Organização das Nações Unidas (ONU), havia decidido estender a missão de paz no Haiti alegando que a situação no país caribenho ainda constituía uma ameaça à paz e à segurança internacionais.

Informações sobre brasileiros

O Itamaraty informou nesta quarta-feira, 13, em nota, que montou uma sala de crise que vai funcionar 24 horas por dia, sob a coordenação do embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama.

nformações referentes a cidadãos brasileiros no Haiti poderão ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, nos seguintes telefones: (061) 3411.8803/ 8805 / 8808 / 8817 / 9718 ou 8197.2284.

O comunicado confirma ainda que as instalações militares da ONU, sofreram danos. Mas não há ainda informações mais precisas sobre a situação das tropas brasileiras e demais cidadãos brasileiros a serviço da ONU.

 

Grupo da Unicamp

 

Um grupo de sete alunos e um professor da Unicamp que estavam no Haiti no momento do terremoto, nesta terça-feira, 12, passa bem e se prepara para ajudar a população, segundo informações iniciais da assessoria da universidade.

 

O grupo de seis alunos de graduação e uma aluna de mestrado, coordenados pelo professor Omar Ribeiro Thomaz, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, estavam no país desde o 31 de dezembro para uma pesquisa de campo no Haiti.

Missão no Haiti

 

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O Brasil comanda a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) desde 2004, após um período de insurgência e a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. 

O País chefia a equipe de cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião.

 

 O grupo assumiu a função de restaurar a segurança no país - por exemplo, com o combate às gangues armadas, além de ações de fortalecimento das instituições e de defesa dos direitos humanos. A missão tem atualmente cerca de 7 mil soldados, 1.300 deles brasileiros.

 

Com informações da Agência Estado

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