Terremoto no Peru mata 330; alerta de tsunami é cancelado

Abalo de 7,9 graus na escala Richter causa danos ao longo da costa peruana; há 1.300 feridos

Agências internacionais,

15 de agosto de 2007 | 21h37

Um forte terremoto com 7,9 graus na escala  Richter atingiu nesta quarta-feira à noite o sudoeste do Peru, matando pelo menos 330 pessoas e deixou cerca de 1.300 feridos, segundo Instituto Nacional de Defesa Civil.  O tremor causou pânico na população da capital Lima. A região de Ica, sul do país, foi uma das mais afetadas e foi declarado estado de emergência pelo governo. O vice-ministro de Saúde, Jorge Calderón, disse que a situação é dramática nas cidades do sul do país, especialmente em Ica e Pisco. Ele pediu para que os peruanos doem sangue para os numerosos feridos.  O Canal 4 de TV afirmou que ao menos 48 pessoas morreram e 350 ficaram feridas no sul do país. Os repórteres da rádio Programas del Perú (RPP) percorreram os hospitais de Ica e constataram 15 mortos no hospital regional, 15 no hospital Socorro e 16 no centro médico de Essalud. Outras quatro pessoas morreram em Lima devido ao pânico que se instalou na capital. Logo após os abalos, alertas de tsunamis (ondas gigantes) foram feitos por institutos que monitoram os movimentos dos mares. Segundo a Reuters, posteriormente foram cancelados pelo Centro de Alerta de Tsunamis no Havaí (EUA), que informou também que o terremoto gerou uma ressaca em frente à costa norte do Chile.  "As leituras do nível do mar indicam que se gerou um tsunami. Observamos um sinal nas profundidades do oceano, em frente ao litoral norte chileno", informou o Centro, que opera no Havaí.  No entanto, um porta-voz do Centro de Advertência disse à agência Efe que a ressaca não foi forte o suficiente e "não tem caráter destrutivo". A advertência do tsunami valia para as regiões litorâneas próximas à área afetada pelo tremor, o que inclui partes do norte do Chile, do Equador e do sul da Colômbia.   Posteriormente, o Centro estendeu a advertência ao Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Guatemala, El Salvador, México e Honduras. O Instituto Geofísico de Quito afirmou ser "muito improvável" um tsunami no litoral oeste da América do Sul após o forte terremoto."O terremoto aconteceu há quase duas horas e não há confirmação de nenhuma bóia de medições de algo viajando através do Pacífico, e portanto eu acho que o fenômeno não gerou nenhum tsunami", disse à agência Efe o diretor do órgão, Hugo Yépez, às 20h30 (22h30 de Brasília).No entanto, Yépez ressaltou que o terremoto "é capaz de gerar um tsunami", pois ficou próximo da magnitude 8, foi pouco profundo, a 15 ou 20 quilômetros, e fora do litoral."Normalmente quando acontecem terremotos assim há alertas de tsunami. Depois, vamos confirmando ou descartando a hipótese em função das medições nas bóias instaladas ao longo de todo o Pacífico", explicou. O alerta  levou a centenas de pessoas a fugirem em pânico das casas e apartamentos perto da área costeira de Lima. Um pequeno shopping center pegou fogo e o serviço de telefonia fixa entrou em colapso na capital peruana noite desta quarta-feira. O terremoto principal foi seguido por dois choques menores, de 5,8 graus e 5,9 graus na Escala de Richter.  Casas foram derrubadas pelo choque principal no centro de Lima. O terremoto teve epicentro 120 quilômetros ao sudoeste da capital, no fundo do Oceano Pacífico. Matéria atualizada às 6h00

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