Testemunha nega que Fujimori tenha ordenado mortes no Peru

Um ex-membro de um esquadrão militar queagiu durante o governo de Alberto Fujimori negou nasegunda-feira que o ex-presidente tenha ordenado assassinatoscomo parte da luta contra a guerrilha. Fujimori, presidente entre 1990 e 2000, está sendo julgadopelos casos de abuso de direitos humanos, como as chacinas de"Barrios Altos" e "La Cantuta", em que 25 suspeitos de ligaçãocom o grupo maoísta Sendero Luminoso foram vítimas de execuçõesextrajudiciais realizadas por agentes do Estado. "Nunca no Exército se disse ou ordenou e ainda menostivemos alguma ordem de algum presidente para que houvesseaniquilamento de pessoas", disse o ex-militar CarlosPichilingue ao tribunal. O ex-militar, atualmente preso, negou a existência doesquadrão paramilitar Colina e afirmou que "nunca existiu umapolítica de eliminação no Exército". A promotoria pede 30 anos de prisão a Fujimori por abusosaos direitos humanos, que o ex-presidente nega. Ele já foicondenado a seis anos por outro caso, relativo à eliminação deprovas de corrupção. Fujimori viveu exilado no Japão durante cinco anos. Aotentar se transferir para o Chile, foi detido, passou dois anossob prisão domiciliar e acabou sendo extraditado para Lima em2007. (Reportagem de María Luisa Palomino)

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