Todos têm direito de investigar legitimidade da dívida, diz Lugo

Presidente apóia iniciativa do Equador de suspender pagamentos e promete averiguar débitos do Paraguai

Efe e Reuters,

16 de dezembro de 2008 | 12h21

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, mostrou apoio nesta terça-feira, 16, à decisão do líder equatoriano, Rafael Correa, de suspender pagamentos da dívida externa no valor de US$ 61 bilhões e disse que seu país também averiguará a origem de sua dívida.   "Todos os países têm direito de investigar a legitimidade da dívida", disse o líder paraguaio, ao chegar na Costa do Sauípe, na Bahia, onde participará das cúpulas presidenciais do Mercosul, da União de Nações Sul-americanas (Unasul), do Grupo do Rio e entre América Latina e Caribe.   Ao ser perguntado sobre se o Paraguai fará o mesmo que o Equador, Lugo disse que "quase todos os países" da América Latina têm os mesmos sistemas de endividamento. "Temos muita dívida internacional que não chegou a seu destino, que não foi utilizada com a finalidade inicial com a qual foi contraída. Isso, em uma democracia aberta, não tem legitimidade", afirmou. "Nós queremos investigar a origem e destino de toda nossa dívida", enfatizou o presidente do Paraguai.   O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou na sexta-feira que não pagará o equivalente a US$ 31 milhões de dólares em cupom de bônus com vencimento. A inadimplência do Equador é a primeira em bônus soberanos latino-americanos em seis anos e fez despencar os preços dos títulos do país no mercado internacional. Os créditos de outros países da região não foram afetados, pois os investidores duvidam que algum outro governo siga o exemplo equatoriano.   O Paraguai tem uma dívida externa pequena, de pouco mais de US$ 2 bilhões. Seus credores são, na maioria, agências multilaterais de crédito e não investidores privados.

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