Trabalhadores desafiam governo argentino com greve

Os principais sindicatos argentinos realizam nesta quarta-feira uma greve de um dia e planejam caminhada até o palácio presidencial pedindo cortes nos impostos, no maior desafio político ao governo desde 2008.

REUTERS

27 de junho de 2012 | 13h40

A greve foi convocada por Hugo Moyano, líder do poderoso sindicato que reúne 200 mil caminhoneiros e da principal federação de trabalhadores do país (CGT). Moyano era um aliado de longa data da presidente Cristina Kirchner, mas o vínculo foi quebrado no ano passado.

O sindicato dos caminhoneiros, temido pelos governo por seu potencial de paralisar o país, realizou na semana passada paralisação de dois dias no transporte de combustíveis, que chegou a faltar no país e levou a uma resposta severa do governo.

O grupo encerrou o movimento depois que as empresas concordaram com uma taxa de aumento salarial de 25,5 por cento. Mas eles anunciaram a greve desta quarta-feira por conta dos impostos que incidem sobre os salários e por benefícios para crianças, que eles desejam que sejam estendidos.

O aumento de salários -que cresceram basicamente em linha com a inflação- significa que mais trabalhadores deixam de ser isentos do Imposto de Renda. Com a greve eles querem elevar o teto de isenção, mas a demanda foi rejeitada pela presidente.

Os grevistas planejam uma caminhada pelo centro de Buenos Aires até o palácio presidencial nesta tarde.

Além dos caminhoneiros, outros sindicatos se juntaram ao protesto, incluindo professores, funcionários públicos, pilotos de avião e trabalhadores portuários.

(Reportagem de Nicolas Misculin e Helen Popper)

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