Tremores não afetam resgate de mineiros chilenos

Dois pequenos tremores atingiram o norte do Chile nesta quarta-feira, mas não atrapalharam os esforços para resgatar 33 mineiros presos nas profundezas de uma mina 20 dias após seu desabamento.

IVAN ALVARADO, REUTERS

25 de agosto de 2010 | 13h36

Engenheiros estão colocando as fundações para a instalação de uma grande máquina perfuradora para retirar os mineiros, encontrados vivos no domingo, 17 dias após o desabamento, mas que agora terão que enfrentar até quatro meses de espera em um túnel quente e úmido, 700 metros abaixo da superfície.

"Há verificações especiais feitas na mina após tremores de intensidade média, mas as operações de emergências na mina não foram afetadas", disse à Reuters Johaziel Jamett, diretor do serviço de avisos do serviço nacional de emergências, Onemi.

Testemunhas na entrada da mina disseram que os tremores não foram sentidos na superfície. Não está claro se os mineiros, que estão a 7 quilômetros de distância dentro da mina, e a 700 metros abaixo da superfície, sentiram os abalos.

O Chile ainda está se recuperando de um terremoto e tsunamis devastadores em 27 de fevereiro, que mataram mais de 500 pessoas e destruíram cidades, estradas e indústrias no centro-sul do país.

Equipes de resgate estão enviando gel hidratante, sopa e remédios através de um túnel estreito de comunicação aberto para manter os mineiros vivos durante o longo trabalho de resgate.

Foi instalado um sistema de intercomunicação e as equipes agora estudam itens de entretenimento que caibam no túnel e possam ser enviados aos mineiros para aliviar a pressão sobre eles.

Para não prejudicar a moral dos mineiros, as autoridades ainda não disseram a eles por quanto tempo é provável que ainda tenham que permanecer sob a terra.

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