Três de cada 10 argentinos sofrem discriminação

A pesquisa do Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo também determinou que os pobres são os que mais sofrem com a discriminação. Em seguida vêm as pessoas com excesso de peso

EFE

17 de novembro de 2007 | 01h57

Três de cada 10 argentinos afirmaram que já se sentiram discriminados em alguma ocasião e metade da população disse ter presenciado atos de discriminação, segundo uma enquete oficial divulgada nesta sexta-feira. A pesquisa do Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo também determinou que os pobres são os que mais sofrem com a discriminação. Em seguida vêm as pessoas com excesso de peso e as que sofrem de doenças contagiosas. A discriminação por nacionalidade vem em quarto lugar, à frente das deficiências e da cor da pele, segundo o trabalho. Foram entrevistados habitantes de Buenos Aires e de nove das 23 províncias do país. De acordo com a enquete, cinco de cada dez argentinos já presenciaram algum ato de discriminação. Em 30% dos casos, o motivo estava relacionado com a pobreza; em 19,3%, com o excesso de peso; e em 18,4%, com o aspecto físico. Em Buenos Aires os mais afetados pela discriminação são os imigrantes. A maioria vem de países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Uruguai. As discotecas são os lugares onde há mais discriminação, seguidas pelas ruas e pelas escolas. A pesquisa também constatou que em seis de cada 10 atos de discriminação as pessoas que estavam por perto não reagiram.

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