Marco Mesina/Efe
Marco Mesina/Efe

Três mineiros recebem alta de hospital

Primeiros do grupo a deixarem hospital de Copiapó são Juan Illanes, Edison Peña e Carlos Mamani

Efe e AP,

14 de outubro de 2010 | 21h07

COPIAPÓ, CHILE- Os mineiros Juan Illanes, Edison Peña e o boliviano Carlos Mamani foram os primeiros a terem alta do hospital de Copiapó, para onde foram levados os 33 trabalhadores após terem sido resgatados do fundo de uma mina no norte do Chile.

 

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Rodeado por dezenas de jornalistas, Edison Peña afirmou: "Eu acreditava que nunca ia voltar. Obrigado por acreditar que estávamos vivos".

 

"Oxalá isso nunca volte a acontecer. Queria dar uma grande mensagem a todos. Passamos muito mal", acrescentou o mineiro.

 

Mamani disse que está muito bem e "agradecido por todos os chilenos". "Espero um dia levar uma vida regular, normal, como todos. Estou muito orgulhoso de ser boliviano".

 

 

Mineiros posam para foto com Piñera pela manhã

 

Segundo a direção do hospital, que por enquanto, não será dada alta a mais nenhum outro mineiro nesta noite.

 

Como lição para o acidente evitável, o presidente Sebastián Piñera advertiu que no Chile não será mais permitido "trabalho desumano".

 

Depois de ficarem 69 dias presos em um ambiente de umidade e calor excessivos, o trabalhadores dormiram pela primeira vez em uma cama de verdade no Hospital Regional de Copiapó, 800 quilômetros al norte de Santiago.

 

"Passaram uma noite boa, estão felizes e não vemos nenhum problema do ponto de vista psicológico e do ponto de vista médico", disse o subdiretor médico do hospital, Jorge Montes, em coletiva de imprensa.

 

Mario Gómez, o mais velho do grupo, de 63 anos, tem uma pneumonia que evolui bem, porque começou a ser tratada já no fundo da mina. Outros três foram submetidos a cirurgias dentais e um tem uma lesão na córnea.

 

Aparentemente, os mineiros gostaram dos óculos da Oakley especialmente desenhados para eles, que filtram todos os raios solares, porque continuam os usando, apesar de já terem se acostumado à luz natural. "O fazem como uma forma de comodidade", disse o doutor Montes.

 

Sobre o estado psicológico do grupo, o médico afirmou que "a tensão psicológica, todos os mineiros têm (...). Eles foram submetidos a um alto grau de estresse, a maioria suportou de forma realmente notável".

 

"Alguns têm algum tipo de complicação menor, mas nada de cuidado, nada alarmante, uma coisa absolutamente normal", acrescentou.

 

Logo após saírem do hospital, vários desejam regressar à mina San José para conhecer as condições em que seus familiares os esperavam no acampamento Esperanza.

 

As investigações preliminares indicam que o acidente nunca deveria ter ocorrido porque o mau estado da mina era conhecido. Ela já havia sido fechada pelas autoridades mineiras em 2007. Em julho, um trabalhador perdeu uma perna com o desabamento de várias rochas.

 

Atualizado às 23h44

 

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