Tribunal paraguaio condena sacerdote espanhol à prisão

José Antonio Rubio é acusado de desviar de fundos de um programa social financiado pela União Européia

EFE

01 de setembro de 2007 | 00h23

Um tribunal paraguaio condenou nesta sexta-feira a cinco anos e seis meses de prisão o sacerdote espanhol José Antonio Rubio pelo desvio de fundos de um programa de ajuda social financiado pela União Européia (UE), em 2004.   O tribunal, por decisão unânime de seus membros, condenou o padre pelo crime de quebra de confiança. A mesma pena foi dada ao paraguaio Sócrates Garcete, co-diretor com Rubio do projeto Ysacá, de potabilização de água para povoações rurais.   Rubio, de 61 anos, foi declarado culpado de desviar, em 2004, 14 bilhões de guaranis (US$ 2,3 milhões pelo câmbio da época) de um fundo de US$ 3,2 milhões financiado pela UE para a abertura de 50 poços de água potável em zonas pobres.   O religioso vive há 25 anos no Paraguai, e é conhecido pela execução de obras sociais como a construção de milhares de casas populares nos arredores de Assunção. Ele ficará em prisão domiciliar na Casa Paroquial da Ordem Salesiana de Assunção.   Rubio insiste que foi enganado e que quando foi processado retornou voluntariamente da Espanha para se submeter à justiça. Em outro processo, cujo julgamento deve começar no dia 2 de outubro, o religioso é acusado de superfaturamentona construção de nove poços pilotos construídos no mesmo projeto financiado pela UE.

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