Troca de reféns abriria negociação de paz com as Farc, diz OEA

A proposta de uma troca de refénspor prisioneiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia(Farc) divulgada pelo governo colombiano poderia ser a "chave"das negociações políticas para conseguir a paz no país andino,disse nesta sexta-feira o secretário geral da Organização dosEstados Americanos (OEA), José Miguel Insulza. Depois de notícias de que a saúde da políticafranco-colombiana Ingrid Betancourt, sequestrada pela guerrilhaem 2002, está em situação crítica, o presidente Alvaro Uribepropôs libertar automaticamente rebeldes presos em troca daliberdade dela. "Ao tornar pública sua proposta, o governo colombianoreflete sua decisão total de cumprir o compromisso assumido",afirmou o secretário da OEA em um comunicado no qual comenta adecisão do presidente. "Um intercâmbio completo poderia ser a chave que abra ocaminho a uma verdadeira negociação política para alcançar apaz", acrescentou. Insulza apontou que toda a comunidade internacionalapoiaria essa negociação e que a libertação de Betancourt erauma "apelação a um mínimo de humanidade para proceder sualibertação imediata e incondicional". Uribe também manteve a oferta de um fundo de 100 milhões dedólares para os integrantes que abandonarem a guerrilha maisantiga do continente, com cerca de 17.000 combatentes. A proposta veio depois de que o promotor público WolmarPérez disse que obteve informação de que Betancourt, de 46anos, está gravemente doente, com leishmaniose e hepatite B, eteve que receber assistência médica em fevereiro em postos desaúde de vilarejos localizados no meio da selva. O alto comissário colombiano para a paz, Luis CarlosRestrepo, disse que embora a prioridade seja Betancourt, ainiciativa busca libertar os 40 sequestrados por motivospolíticos, incluindo três norte-americanos. As Farc buscam trocar esses reféns por cerca de 500guerrilheiros encarcerados. Os contatos com o grupo se perderam depois da morte de RaúlReyes, o líder número dois da guerrilha, depois de um ataquedas forças militares da Colômbia a um acampamento rebelde emuma zona florestal do Equador. (Reportagem de Adriana Garcia)

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