David Fernández/Efe
David Fernández/Efe

Tropa brasileira irá recapturar prisioneiros fugitivos no Haiti

Objetivo é minimizar focos de violência no país; Onu afirma que segurança e distribuição de ajuda melhorou

Leandro Colon,

19 de janeiro de 2010 | 21h58

Para minimizar os focos de violência no Haiti, a tropa brasileira vai recapturar prisioneiros que fugiram das cadeias que desmoronaram com o terremoto. Segundo o comandante do batalhão brasileiro, coronel João Batista Bernardes, o serviço de inteligência da missão trabalha para identificar os potenciais criminosos. O militar negou que haja uma onda generalizada de violência no país. "São fatos isolados".

 

Na mesma linha, o embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kipman, minimizou os episódios de violência e criticou o aumento maciço de tropas americanas no país. "A situação está sob controle. Não há necessidade de tropas americanas para fazer a segurança do país. Estão falando uma porção de coisas sem fundamento". Para o embaixador, o povo haitiano está se organizando.

 

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A Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) também afirmou nesta terça que vê melhoras nas condições de segurança e na distribuição de ajuda no país, e negou que exista uma situação de caos e violência generalizada após o terremoto.

 

"A situação global de segurança está melhorando, a ajuda humanitária está aumentando e a coordenação

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dessa ajuda com o Governo também está melhorando", disse o guatemalteco Edmond Mulet, chefe interino da Minustah, em coletiva de imprensa.

 

Mulet disse que o terremoto fez com que o país retrocedesse 100 anos, mas negou que seja prisioneiro da insegurança como, segundo ele, alguns meios de comunicação divulgam de "forma irresponsável". "Não há saques generalizados, nem grupos que atacam ou controlam a cidade", disse em referência às várias imagens publicadas sobre episódios de saques.

 

De acordo com ele, os 3.500 militares e dois mil policiais da Minustah que patrulham Porto Príncipe são suficientes para manter a ordem e, de fato, as tropas americanas e canadenses, que tem chegada prevista para os próximos dias, servirão para ajudar nos pontos de distribuição de alimentos, não para patrulhar.

 

Mulet disse que há sinais de uma tímida atividade econômica, embora seja difícil ver algum comércio aberto, e assegurou que entre quinta e sexta-feira os bancos abrirão com proteção da Minustah até que, em um prazo razoável, possam contar com sua própria segurança. Além disso, assinalou que a missão contratou haitianos para tarefas de limpeza e reconstrução para melhorar o aspecto das ruas e contribuir ao mesmo tempo para reativar a economia local.

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