Tropas do México acham 18 cadáveres de vítimas do narcotráfico

Soldados mexicanos encontraram na segunda-feira 18 cadáveres enterrados em uma fazenda próxima à fronteira com o Texas, depois que pistoleiros assassinaram uma chefe de polícia, nos mais recentes episódios da onda de violência no norte do México.

REUTERS

30 de novembro de 2010 | 08h31

Os soldados encontraram o sítio graças a informações obtidas de vários assassinos de aluguel capturados, e desenterraram os 18 corpos de 11 covas clandestinas no povoado de Palomas, no estado de Chihuahua, disse a polícia.

Não foi possível determinar de imediato quanto tempo os corpos estiveram enterrados nem suas identidades.

A descoberta ocorreu horas depois que supostos matadores de aluguel do narcotráfico assassinaram Hermila García, a chefe de polícia, de 36 anos, do povoado de Meoqui, também em Chihuahua.

García foi morta na manhã de segunda-feira, quando conduzia seu veículo utilitário no local.

A violência do narcotráfico já causou a morte de 31 mil pessoas no México desde o final de 2006, quando o presidente Felipe Calderón lançou sua campanha militar contra os cartéis.

Chihuahua se tornou o estado mais violento nesse período. Só na cidade fronteiriça de Juárez, vizinha de El Paso, no Texas, cerca de 7.200 pessoas morreram desde janeiro de 2008, quando o cabo Joaquím "Chapo" Guzmán lançou uma ofensiva contra o cartel local pelo controle da região.

(Reportagem de Julián Cardona)

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