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Tropas e manifestantes pró-Zelaya entram em choque

Veículos colocados na pista do aeroporto de Tegucigalpa impedem o pouso do voo do líder deposto

Agências internacionais,

05 de julho de 2009 | 19h24

Pelo menos duas pessoas morreram e duas estão gravemente feridas após confronto entre as tropas militares e policiais de Honduras e manifestantes favoráveis ao retorno do presidente deposto Manuel Zelaya, neste domingo. Os choques aconteceram nos arredores do aeroporto internacional de Tegucigalpa, onde Zelaya era esperado. Por volta das 20h30,  Zelaya informou que que a aterrissagem de seu avião estava sendo impedida por veículos que foram colocados na pista.

 

 

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As autoridades aeroportuárias de Honduras recusaram autorização de pouso ao avião que transporta Zelaya. A torre de controle do aeroporto de Tegucigalpa disse ao piloto que  que o avião corria o risco de ser interceptado se tentasse pousar, de acordo com um registro do áudio do sistema de comunicação do aeroporto,  publicado em um website de aviação.

 

Manuel Zelaya partiu mais cedo de Washington rumo a Honduras a bordo de um avião venezuelano, acompanhado do presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel D'Escoto, entre outras autoridades. Minutos depois partiu outro avião, tendo a bordo os presidentes do Equador, Rafael Corrêa, da Argentina, Cristina Kirchner, e o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.

 

Milhares de simpatizantes de Zelaya dirigiram ao aeroporto, após uma marcha de um quilômetro, para recebe-lo. Uma emissora local mostrou milhares de simpatizantes de Zelaya tentando derrubar a cerca do aeroporto. No telhado do terminal aéreo, foram vistos vários atiradores.

Enviando comunicados por meio da TV venezuela Telesur, Zelaya ordenou aos militares a abertura do aeroporto, declarando-se o comandante supremo legítimo das Forças Armadas, e pediu lealdade aos hondurenhos.

 

Horas antes, o diretor da Aeronáutica Civil de Honduras, Alfredo San Martín, assegurara que o avião com o presidente deposto havia sido impedido de aterrissar no país e teria sido desviado rumo a El Salvador.

 

Ontem, por unanimidade, a Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu suspender Honduras da entidade. A suspensão é resultado da recusa das autoridades hondurenhas de reconduzir Zelaya à presidêcia. Apenas dois países havia sido suspenso nesses termos pela OEA: Cuba, em 1962, e Haiti, em 1991.

 

(Novas informações acrescentadas às 20h41)

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