UE aplaude anuncio de libertação de presos cubanos e espera ação rápida

Diálogo entre Igreja católica e governo cubano foi responsável pelo anúncio da libertação de 52 presos

Estadão.com.br

08 de julho de 2010 | 09h18

BRUXELAS - A União Europeia (UE) saudou nesta quinta-feira, 8, o anúncio da libertação de 52 presos políticos cubanos, como fruto de um diálogo entre a Igreja e o governo, e desejou "uma rápida implementação", de acordo com informações da AFP.

 

A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, "aplaudiu" o anuncio e "espera uma rápida implementação" do mesmo, declarou um de seus porta-vozes.

 

Os 27 países apoiam este inédito diálogo entre a Igreja católica e o governo de Raul Castro, que desejam que "leve uma solução duradoura que permita a libertação de todos os presos políticos em Cuba", prosseguiu o porta-voz.

 

Durante uma visita do chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos, à ilha, a Igreja católica anunciou na quarta que o governo libertará 52 presos políticos condenados em 2003.

 

Interrogado sobre a possibilidade de que esse anúncio permita uma revisão da Posição Comum da UE com Cuba, o porta-voz recordou que esse debate retornará em setembro e se terão em conta os "avanços" registrados.

 

Nesse sentido, "a libertação de presos políticos é um passo indispensável", assinalou.

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