Último canal anti-Chávez pode ser suspenso por 72 horas

Em nova ofensiva contra a Globovisión, órgão do governo aponta incitação contra ordem pública

AP-AE,

07 de setembro de 2009 | 18h16

O órgão regulador do setor de telecomunicações na Venezuela notificou hoje o canal de notícias Globovisión da abertura de um novo processo administrativo, o sexto em menos de um ano, pela suposta difusão de mensagens de incitação contra a ordem pública e violação da lei.

 

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A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) afirmou em comunicado ter aberto o procedimento contra a Globovisión e uma produtora independente de propriedade do jornalista Francisco Bautista por transmitir durante o espaço "Buenas Noches" mensagens de texto telefônicas que "poderiam incitar ao desconhecimento das instituições, a realização de um golpe e a alterações da ordem pública".

 

A notificação acontece dois duas depois de ministro de Obras Públicas, Diosdado Cabello, ameaçar processar a emissora, que faz oposição a Chávez. A consultora jurídica do canal, Ana Cristina Núñez, considera grave a nova medida, advertindo que se a Conatel considerar que a lei do setor foi violada, a Globovisión poderia ser suspensa por 72 horas e até perder a licença de operação. Ela denuncia que o governo, com o volume de processos contra a emissora, pretende levá-la à autocensura.

 

A oposição acusa Chávez de sufocar os meios de comunicação não alinhados ao chavismo, apontando que o governo já fechou 32 emissoras e 2 estações de TV só no último mês. Cabello afirmou na última semana que outras 29 estações de rádio "vão logo sair" do ar. Em 2007, o governo não renovou a concessão do canal RCTV, gerando diversos protestos. Com o RCTV fora do ar, a Globovisión é o último canal da TV aberta de oposição.

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