Último grupo de refugiados palestinos chega ao Brasil

Grupo assentado no País garante por telefone aos companheiros que a adaptação é positiva

Solange Spigliatti, com agências,

19 de outubro de 2007 | 09h58

O terceiro e último grupo de refugiados palestinos vindos da Jordânia chegou por volta das 6h15 desta sexta-feira, 19, no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.   O avião da Air France trouxe para o Brasil 28 pessoas, que viviam há mais de quatro anos em Ruweished, um campo de refugiados localizado no deserto da Jordânia, a 60 quilômetros da fronteira com o Iraque.   O grupo já chega ao país com o reconhecido do governo brasileiro de refugiado e será atendido pelo Programa de Reassentamento Solidário implementado com o apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).   Parte dos refugiados será levado para o Rio Grande do Sul e terão assistência da Associação Antônio Vieira. Os que forem levados para o interior de são Paulo serão assistidos pela ONG Cáritas Brasileira.   Como parte do programa de assentamento, os refugiados terão proteção legal e física por parte do Brasil, com uma assistência econômica de até dois anos, financiado pelo Acnur.   "Deixamos para este último grupo as famílias que tinham integrantes em outros países. Esse reencontro é muitas vezes complicado, com demoras nas passagens pela fronteira e problemas logísticos. A família que não conseguiu embarcar estava esperando por parentes que não chegaram a tempo", disse à BBC Brasil a porta-voz do Acnur Astrid Van Genderen Stort.   Os palestinos viraram alvo de militantes iraquianos depois da invasão americana, em 2003, porque eram vistos como um grupo privilegiado no país durante o regime de Saddam Hussein, já que, a exemplo do presidente iraquiano, eram muçulmanos sunitas.   Antes de viajar rumo ao Brasil, o terceiro grupo de refugiados, ainda no campo de Ruweished, conseguiu conversar por telefone com os palestinos que já estão vivendo no país. "Foi uma ótima experiência porque os refugiados que estão no Brasil contaram que estão instalados, que os vizinhos são muitos simpáticos e que as crianças estão se adaptando bem", disse a porta-voz do Acnur.

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