Unasul chega à Bolívia para investigar mortes em Pando

Delegação que inclui Venezuela, Peru, Brasil e Chile visitará região onde ao menos 18 morreram em conflitos

Efe,

30 de setembro de 2008 | 18h35

Uma missão da União de Nações Sul-americanas (Unasul) iniciou nesta terça-feira, 30, uma visita à Bolívia para investigar os violentos episódios que aconteceram na região amazônica de Pando (norte do país), onde morreram pelo menos 18 pessoas. A delegação é formada por seis representantes de Venezuela, Peru, Brasil, Chile e Bolívia, e viajará nas próximas horas de La Paz para Pando. Veja também:Líder opositor da Bolívia espera acordo com governo no domingo Nesta região, pretende-se agir de forma "imparcial e objetiva, e que contribua para acalmar os ânimos e para a obtenção da verdade", disse o chefe da missão, o argentino Rodolfo Mattarollo. O especialista em direitos humanos fez estas declarações após se reunir com a vice-ministra de Coordenação Governamental, Rebeca Delgado, no Palácio do Governo de La Paz. Segundo Mattarollo, serão escutadas "todas as vozes" e serão reunidos materiais e versões de todos os setores sobre o que aconteceu em Pando no dia 11 de setembro. A comissão visitará os municípios de Filadelfia e Porvenir, onde aconteceram os violentos confrontos entre partidários do governo presidido por Evo Morales e opositores autonomistas nesta data. "Estamos falando de pessoas mortas em condições tremendas, com a dor que faz sofrer as famílias e os setores sociais", declarou o chefe da delegação de Unasul, que também espera que este trabalho sirva para pensar em "como prevenir fatos tão dolorosos." A Procuradoria Geral denunciou por genocídio o ex- governador regional de Pando Leopoldo Fernández, preso em La Paz, mas também o senador Abraham Cuéllar, favorável ao Governo e ao dirigente Miguel Becerra, contrário à ex-autoridade, por seu suposto envolvimento nestes episódios violentos. A missão da Unasul emitirá um relatório de conclusões e recomendações em um período máximo de um mês e meio, afirmou Mattarollo. "Este tipo de investigação em nosso continente sempre teve um efeito estimulante na luta contra a impunidade e contra as violações dos direitos humanos", declarou.

Tudo o que sabemos sobre:
Bolíviacrise na Bolívia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.