Unasul não reconhecerá eleições em Honduras, diz Equador

Rafael Correa, em visita oficial em Bruxelas, exortou membros da União Europeia a adotar mesma postura

estadao.com.br,

27 Novembro 2009 | 12h36

A União das Nações Sul-americanas (Unasul) anunciou nesta sexta-feira, 27, que não reconhecerá as eleições que ocorrerão domingo em Honduras organizadas pelo governo de facto, segundo declaração do presidente do Equador, Rafael Correa, feita em Bruxelas. O equatoriano ainda pediu à União Europeia que tome a mesma decisão, segundo a agência AFP.

 

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"A decisão da Unasul está tomada: não vamos reconhecer as eleições sob comando do governo de facto" de Roberto Micheletti, disse Correa, após uma conferência sobre as relações entre a América Latina e a União Europeia.

 

"Espero que a União Europeia adote a mesma postura" da Unasul, declarou o equatoriano e atual presidente da aliança sul-americana, que está em visita oficial na Bélgica. "Agora vamos ver quem é quem, quem crê em democracia e quem não crê", enfatizou Correa.

 

O Peru, entretanto, também é membro da Unasul e declarou que reconhecerá as eleições do dia 29 de novembro.

 

A União Europeia, porém, não anunciou sua posição sobre o pleito hondurenho, mesmo porque não mantém relações diplomáticas com o governo de facto. "Como vamos falar de algo que não aconteceu? Não posso especular sobre qual será a reação da União Europeia após a eleição", declarou Christiane Hohmann, porta-voz da comissária europeia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner.

 

Correa também criticou a passividade dos EUA ante o golpe de Estado em Honduras que destituiu o presidente eleito Manuel Zelaya no final de junho. O equatoriano assegurou que "se Washington quisesse, poderia resolver a crise amanhã mesmo".

 

Cerca de 4,6 milhões de hondurenhos devem ir às urnas no domingo para eleger o novo presidente, os deputados do Congresso Nacional e as autoridades municipais para o período 2010 - 2014.

 

Oscar Arias, presidente da Costa Rica que mediou o acordo fracassado entre as duas partes em Honduras, se juntou aos EUA e anunciou que reconhecerá o vencedor do pleito de domingo. Já o governo brasileiro anunciou que não reconhecerá as eleições porque respaldá-las seria "um endosso aos golpistas".

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