União Européia está preocupada com crise política na Bolívia

A União Européia expressou nestaterça-feira preocupação pela situação política na Bolívia, apósa realização de um polêmico referendo de autonomia na ricaregião de Santa Cruz, e ofereceu sua mediação para umentendimento entre o governo de Evo Morales e a oposição. Os habitantes do distrito de Santa Cruz, o principal centroeconômico do empobrecido país andino, votaram em um referendopromovido pela oposição para reduzir sua dependência.Entretanto, o governo rechaçou a aprovação da iniciativa e aclassificou como ilegal e separatista. "Estamos preocupados com a situação política que a Bolíviaestá vivendo e com a ausência de diálogo entre as partes",disse em uma teleconferência a partir de Bruxelas a comissáriade Relações Exteriores da União Européia, Benita FerreroWaldner. "Estamos dispostos naturalmente a dizer que estamos alipara facilitar uma negociação que possa permitir que todas aspartes encontrem por meio de diálogo um acordo consensual sobrea reforma constitucional e autonomia regional, mas claro, é umaquestão do país", acrescentou na mensagem transmitida emMontevidéu. O conflito boliviano teve um novo capítulo na terça-feiraquando a alta hierarquia da Igreja Católica no país respondeu àrecusa do governo para que os religiosos mediassem o conflito. Autoridades governamentais haviam criticado nasegunda-feira o cardeal Julio Terrazas por ter declarado seuvoto durante a realização do referendo. O governo de Morales se nega a reconhecer o referendo einsiste em seu plano de uma constituição socialista, mas aoposição insiste para que outros três departamentos do leste dopaís realizem votações similares nos próximos meses. Os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos(OEA) pediram às partes que dialoguem para solucionar oconflito, enquanto Argentina, Brasil e Colômbia fizeram umapelo para que fosse preservada a calma e a institucionalidade. (Reportagem de Patricia Avila)

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