Fernando Vergara/AP Photo
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Unicef alerta que crise na Venezuela afetará 1,1 milhão de crianças

O número corresponde tanto aos deslocados do país, quanto os que retornam e os que estão em abrigos de passagem

EFE, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2019 | 04h16

NOVA YORK - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que 1,1 milhão de crianças precisarão de proteção e acesso a serviços básicos em 2019 na América Latina e no Caribe devido à crise migratória na Venezuela. O número corresponde tanto aos deslocados do país, quanto os que retornam e os que estão em abrigos de passagem.

De acordo com dados do Unicef, atualmente cerca de 500 mil crianças necessitam de assistência. O órgão, então, pede aos governos da região que defendam os direitos desses menores, incluindo migrantes e refugiados.

Segundo seus cálculos, 4,9 milhões de pessoas de toda a região (incluindo Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Trinidad e Tobago) precisarão de assistência especial este ano por causa das condições políticas e econômicas na Venezuela, que estão provocando uma onda migratória.

Isso faz com que os países de trânsito e recepção sofram uma sobrecarga que dificulta a prestação de serviços essenciais como proteção, saúde e educação. De acordo com o Unicef, crianças e suas famílias enfrentam dificuldades adicionais quando se trata de regularizar seu status imigratório. Isso pode afetar seu acesso à proteção social, assistência médica, desenvolvimento e educação na primeira infância, e assim por diante.

Por outro lado, a falta de políticas públicas abrangentes nas comunidades de acolhimento sobre questões de migração coloca as crianças em maior risco de discriminação, violência, separação familiar, xenofobia, exploração e abuso.

O Unicef ainda pediu US$ 69,5 milhões para atender às necessidades dessas crianças, com as quais procura trabalhar com governos locais e nacionais.

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