Único sobrevivente de chacina no México retorna ao Equador

Equatoriano de 22 anos está sob forte esquema de segurança e proibido de falar com imprensa

REUTERS

30 de agosto de 2010 | 17h11

O único sobrevivente de um massacre de 72 imigrantes na semana passada no norte do México retornou ao Equador sob fortes medidas de segurança, afirmaram autoridades do país nesta segunda-feira, 30.

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O equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que caminhou ferido por 22 quilômetros para avisar autoridades sobre a chacina, retornou ao seu país na noite de domingo em um avião facilitado pela Presidência do Equador.

"O equatoriano sobrevivente do massacre de Tamaulipas já está no nosso país. Não podemos dar muita informação devido à situação de segurança na qual ele se encontra", disse a jornalistas o ministro de Relações Exteriores equatoriano, Ricardo Patiño.

Autoridades pediram que a imprensa não entre em contato com o sobrevivente para evitar que ele e sua família sejam colocados em risco. Parentes de Luis também estão sob segurança reforçada.

"Ele (Luis Lala) está sob risco gravíssimo  portanto pedimos que não o procurem", pediu o ministro.

O massacre registrado na semana passada em um rancho no Estado de Tamaulipas, no México, é considerado o pior dentro da violência ligada ao narcotráfico no país.

Tamaulipas tornou-se cenário de alguns dos mais violentos combates do narcotráfico mexicano.

A polícia acredita que os imigrantes foram mortos por traficantes do cartel Los Zetas após se negarem a trabalhar como matadores de aluguel para os criminosos. A única testemunha do crime é o equatoriano, que sobreviveu à chacina e entrou em contato com as autoridades.

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